Arquivo: Edição de 10-02-2006

SECÇÃO: Generalidades

Leituras e Mensagens...

143.° - O SEGREDO DE UMA VIDA...
«ROSINHA DO HOSPITAL»
Processo de beatificação da serva de Deus, Rosa de Abreu Passos

Acaba de ser introduzido, com o aval de todo o clero do Arciprestado de Guimarães e Vizela, o processo de beatificação na Cúria Arquidiocesana de Braga.
Rosa de Abreu Passos nasceu em São Paio de Figueiredo, Guimarães, em 17/04/1936; baptizada na mesma freguesia em 22/04/1936; foi vítima de um acidente gravíssimo em Santa Maria de Airão (lugar de Lanhas), Guimarães em 14/05/1955; internada no hospital de Santo António no Porto desde 16/05/1955 a 20/03/1956; internada no hospital de Guimarães desde 20/03/1956, onde adormeceu no Senhor em 20/01/1978.

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Foi missionária da resignação. Passou por este mundo fazendo o bem. A sua vida foi um pacto de amor.
A “Rosinha” foi uma alma que nunca se deixou desprender da mão de Deus.
Desde o dia do Baptismo até à Primeira Comunhão e até à idade dos 19 anos, quando foi vítima de desastre grave, caindo de uma cerejeira, que a prostou no leito do hospital até ao falecimento, a “Rosinha” foi, na verdade, uma alma que soube aceitar o desastre não como uma fatalidade, mas como quem entende que o modo como Deus trata os justos é o efeito dum favor e duma misericórdia concedida aos seus escolhidos.
Nesta alma resplandece algo de extraordinário, bem patente logo ao primeiro contacto, pois ela deixava transparecer no seu sorriso cativante uma alegria interior permanente, apesar do látego das dores que dia e noite a atormentavam; sofreu o martírio de uma morte lenta, lenta de 22 anos, prostada num catre de sofrimento, não obstante a resignação cristã foi nela o prenúncio de uma alma enamorada por Deus a Quem tudo doou pela salvação das almas.
Mais. Percebia-se, em pormenor, os filetes de ouro acrisolado no cadinho do sofrimento em que esta alma foi provada e “por isso Deus a aceitou em holocausto”, quer dizer, em imolação total, consumida até ao fim, até à última gota, até ao derradeiro suspiro em libação de sacrifício e de amor.
Não viveu uma longa vida. Quase 42 anos foram os bastantes para satisfazer em plenitude a Vontade Divina e receber a recompensa dos justos.
A longa vida não se mede pelo número dos anos, mas por uma vida imaculada; Deus tem pressa em fazer chegar a alma à perfeição para a retirar do meio das iniquidades, como reza a Sagrada Escritura.
Viveu esses anos, 19 de pé, quase 23 prostada no leito; foi longa e breve a sua vida, vida que Deus invadiu, iluminando-a não de um só jacto, na bela expressão de Santa Teresa de Jesus, mas paulatinamente, à medida que a capacidade da alma permitiu.
Começou a morrer aos 19 anos, quando o Dr. Marinho de Joane e os saudosos Dr. João de Almeida e Dr. João de Freitas, clínicos abalizados do hospital de Guimarães, desenganaram a família que ía morrer.
Deus não quis. Ela fazia falta ao mundo com o seu sofrimento e, por isso, a conservou em hóstia de imolação constante, durante 23 anos. A sua alma, agora, está em descanso. E a Palavra de Deus não falha.
Rezemos para que o processo de beatificação da Rosinha do Hospital siga o seu encaminhamento normal e ela seja glorificada pela Santa Igreja para estímulo de todos nós.

Pe. Armando
07/02/2006

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