Arquivo: Edição de 18-04-2019

SECÇÃO: Região

2.ª fase do projeto “Economia Digital – Indústria 4.0”

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No passado dia 9 de abril, decorreu, no átrio principal da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, no Campus de Azurém, a apresentação da 2ª fase do projeto nacional “Economia Digital - Indústria 4.0”, que começou com a abertura da Feira da Indústria do Futuro e com sessões temáticas paralelas, onde foi apresentado o projeto I9G. O primeiro-ministro, acompanhado pelo reitor da UM e pelo presidente da Câmara, fez uma visita às empresas presentes na Feira. Domingos Bragança destacou a parceria excecional com a Universidade do Minho, com a Universidade das Nações Unidas, com o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e com os Centros de Investigação e do Conhecimento. “Investiremos 30 milhões de euros em infraestruturas de apoio a estas instituições, pois esta é a estratégia certa para conquistarmos o futuro. É no conhecimento e na sua transferência para as empresas e sociedade em geral que está a chave do sucesso da revolução digital. Desenhámos um modelo de cooperação, o I9G, que consiste em transferir de um modo focado para as nossas empresas, o saber que está a ser produzido nas universidades e politécnicos”, disse. “A desigualdade económica vence-se com a capacitação das pessoas. Queremos incluir todos, sobretudo os trabalhadores que têm maior défice de literacia digital. O programa I9G contempla uma Academia Industrial para que essas competências sejam transmitidas de uma forma continuada, e especializada”, concluiu.
Rui Vieira de Castro reiterou o compromisso forte da Universidade para com o desenvolvimento social, cultural e económico da região e do país, bem como a cooperação com o tecido industrial. “O histórico da Universidade do Minho conta com uma colaboração estreita com a Câmara Municipal de Guimarães, que se materializa também no mais recente projeto de inovação e desenvolvimento empresarial, o I9G. O projeto pretende induzir a evolução para um quadro de uma indústria fortemente digitalizada, com tecnologias competitivas, elevados padrões de qualidade e com impacto ambiental tendencialmente nulo. O envolvimento de outras entidades é fundamental, bem como o apoio do Governo de Portugal”.
O Primeiro-Ministro, António Costa, encerrou a sessão evocando João Vasconcelos, o impulsionador do projeto de inovação digital, e evidenciando a enorme responsabilidade que temos pela frente. “Esta é a primeira revolução industrial em que Portugal pode partir da linha da frente. Se não agarrarmos esta oportunidade só nos podemos culpar a nós próprios. A valorização do conhecimento e a transferência desse conhecimento para o tecido empresarial está na ordem do dia das agendas das universidades. Hoje, felizmente, temos um sistema científico que desenvolve na linha de fronteira do novo conhecimento”, referiu. “Temos que dar escala e dimensão aos bons exemplos que temos hoje. É uma transformação possível, se alinharmos as políticas públicas, as prioridades dos centros de conhecimento e do tecido empresarial. Temos 600 milhões de euros, 11 medidas, e 3 eixos fundamentais para um plano de 10 anos, para que possamos estar na linha da frente”, concluiu.

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