Arquivo: Edição de 28-06-2013

SECÇÃO: Informação Religiosa

Nossa Senhora da Lapa de Lamego – Sernancelhe

Visitou Nossa Senhora da Lapinha de Guimarães

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O Largo do Toural, famoso pelas multidões que celebraram Guimarães Capital da Cultura (2012), depois como Capital do Desporto (2013) e que neste mesmo ano de 2013 teve o privilégio de festejar a Taça Nacional de Futebol conquistada pelo Vitória, conseguiu no domingo – 16 de junho – a alegria de ver aquela multidão elevar, bem alto, a Taça da Fé Cristã.
Era a tradicional “ Ronda da Lapinha” que este ano teve uma histórica celebração porque estava a N.ª Sr.ª da Lapa, cuja imagem veio do seu Santuário, em Sernancelhe da Diocese de Lamego, para acompanhar a monumental manifestação da devoção Mariana.
A Ronda da Lapinha tem quatro séculos de tradição, mas a devoção à Nossa Senhora da Lapa tem mais de quinhentos anos!
Em 1498, quando Vasco da Gama (esse navegador que tinha antes experimentado a vocação para o sacerdócio) descobriu o novo caminho marítimo para a Índia, os crentes dessas cristianíssimas terras da Beira descobriram também os caminhos para a Nossa Senhora da Lapa. O motivo de tudo isto foi a descoberta de uma imagem de Nossa Senhora - numa gruta de penedos – por uma pastorinha muda que depois voltou a falar, quando a mãe atirou ao lume essa que chamava a “boneca”. Imediatamente a menina gritou, aflita: - “mãe, é Nossa Senhora!!”.
Essa imagem tinha sido escondida num recôncavo entre enormes penedias aquando das invasões dos muçulmanos, no século VIII, para que não fosse profanada nem destruída. Aí esteve esquecida oito séculos (Tarik invadiu na Península em 711) até ir ter às mãos de uma jovem pastora que por lá andava, com os rebanhos na Serra da Lapa, onde se situava a actual freguesia de Quintela.
A Confraria da Ronda da Lapinha, teve a notável iniciativa de convidar o Santuário de N.ª Sr.ª da Lapa para estar presente na Ronda deste “ Ano da Fé”. Aí se encontrou, ao lado da Sr.ª da Lapinha a receber as orações e louvores dessa multidão de crentes. Foi N.ª Sr.ª da Lapa que deu nome a todas as invocações assim designadas em Portugal e no mundo inteiro! Embora o Povo diga que essas Senhoras são “irmãs”, sabemos que elas são a mesma Nossa Senhora invocada sob diversos nomes, conforme as virtudes e atributos da Mãe de Jesus.

APOTEOSE DE FÉ POPULAR
Foi admirável o fervor daquela multidão louvando a Mãe de Deus e Rainha de Portugal. A milagrosa imagem de N.ª Sr.ª da Lapa esteve, durante a semana precedente, na Igreja de São Francisco e veio, em procissão, para a grande praça vimaranense. Precediam o andor, o Reitor do Santuário da Lapa, Pe. Amorim e o Reitor da Igreja de São Francisco de Guimarães, Pe. Mesquita com a respectiva Irmandade.
Entretanto, chegava a preciosa e tão querida imagem da Nossa Senhora da Lapinha com o andor, ladeado pelas tradicionais plantas de milho, porque Ela tem afastado as muitas pestes que alarmavam os lavradores.
O Reitor, Pe. Amorim, proferiu uma eloquente homilia que leu, perante a multidão atenta que apreciou o historial dessa invocação e o sentido da devoção mariana integrada na vida de Cristo, Ele centro da Fé e autêntico Caminho, Verdade e Vida de cada crente.
Referiu-se aos diversos nomes de Nossa Senhora e salientou que há só uma, e assim Nossa Senhora da Oliveira, da Lapa, da Lapinha e tantas outras, bem como as numerosas invocações, se referem à mesma Mãe do Salvador, com aspectos e qualidades da mesma Mãe querida.
Entre cânticos e preces - dirigidas pelo Pe. António de Creixomil e Pe. Antunes - era também constante a súplica para que a humanidade regressasse ao Caminho da Fé e a Virgem Maria, Mãe da Igreja, abençoasse o Pontificado do Papa Francisco. Isto mesmo estava explícito no programa da Ronda neste “ Ano da Fé”.
Assim, foi aclamada Nossa Senhora numa despedida emocionante com o acenar carinhoso de muitos lenços brancos, tantos deles orvalhados com lágrimas de comoção e saudade. Lá prosseguiu a Ronda da Lapinha, regressando ao seu Santuário, na freguesia de Calvos, na encosta sul do Monte de N.ª Sr.ª da Penha.
Quanto à imagem de N.ª Sr.ª da Lapa, regressou a São Francisco, acompanhada de um grande rio de fiéis que cantavam, fervorosamente, os seus louvores.
Na semana anterior – de 1 a 10 junho – tive a alegria de pregar outra vez a sua Novena. No dia 10, feriado, foi a tradicional Peregrinação de junho, em que uma imponente multidão cantava: - “Aqui vimos, Mãe querida, consagrar-Te o nosso amor”…
D. António Couto, Bispo de Lamego – no amplo recinto das missas campais – proclamou mais uma magistral homilia, afirmando que “não se pode pregar a corações vazios! Eles têm que ser restaurados com o alimento dos Sacramentos, a oração e profunda devoção a Nossa Senhora.!”
Agora, Ela presenciou outra multidão a cantar-lhe – nesta terra de Nossa Senhora da Oliveira, aonde nasceu Portugal – SALVÉ NOBRE PADROEIRA!… ENQUANTO HOUVER PORTUGUESES, TU SERÁS O SEU AMOR!

pe.manuelocouto@gmail.com / “CADERNOS NOVA EVANGELIZAÇÃO”

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