Arquivo: Edição de 13-02-2009

SECÇÃO: Generalidades

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O NOSSO MUNDO
Homens Intoxicados

O homem é um mistério. Nele, de facto, podem conhecer-se as acções mais desprezíveis, os pensamentos mais esquisitos, os sentimentos mais baixos, as atrocidades mais desapiedadas, mas, ao mesmo tempo, o homem pode ser senhor de actos heróicos, de pensamentos nobres e outras virtudes.
Vivemos num tempo esquisito, porque, com homens desvalorizados. O homem de hoje parece despido do que é minimamente normal: ter personalidade, carácter, seriedade, rectas intenções, disciplina. O homem de hoje vive permanentemente intoxicado, canceroso.
Quem hoje recorda os homens de há cinquenta anos atrás, nota com muitas mágoas que o homem actual passa o tempo a mentir onde quer que seja, a mascarar-se – em qualquer estação do ano - em todas as horas do dia, a esconder o fel que transporta e, em qualquer sítio, se podem verificar as garras de predador que adquiriu. Mas sempre que podem, muitos, os que vivem sob a choldra da política, fazem toda a força para esconder o que são e, servindo-se de quaisquer vias, procuram mostrar as virtudes que gostariam de ter.
Tais cineastas da vida social e política – e existem aos milhares – por norma, não amam nem amaram nunca ninguém. E se parecem amar, fazem-no por conveniência, por proveito próprio ou para matarem a sêde de gozo, espezinhando e, evidentemente, arrotando a jactância.
Esta gente, mais asnos do que gente, por vezes até se convencem que possuem Deus ou, pelo menos, pensam tê-lo. Mas analisando actuações, atitudes e a forma como actuam para a resolução dos problemas da vida nacional, verifica-se que passam mais tempo com o diabo na cabeça e nas pernas, do que com o Deus que pensam transportar.
E alguns líderes da vida social e política, ao viverem intoxicados pela defesa do seu umbigo e das camarilhas, esquecem que Deus nem pelas suas portas passa e, quando morrerem, vão sós.
Salazar não era um génio, mas foi sério consigo próprio e, dentro das suas perspectivas sociais, económicas e políticas, não mentia em seu favor e, como maior defeito – como o dos actuais políticos - distribuiu benesses aos pais e avós daqueles que hoje nos têm governado.
Sem saudosismos, sem eufemismos e sem demagogia bacoca, pensemos friamente que valor tinham, tiveram ou têm estes líderes políticos que já governaram e os que ainda nos pretendem governar!
Que primeiros ministros tivemos nestes últimos anos, dignos de realce, a governarem este país – este Titanic em viagem – bem como presidentes da república? Qualquer um deles, no tempo do ditador Salazar, nem para chefes de repartição serviam, como há tempos afirmei.
Paremos a pensar, sobre o actual primeiro ministro, Sócrates. Que disse na campanha eleitoral e o que prometeu fazer pelos portugueses e por Portugal? Prometeu fazer o que era necessário, o que era bom para todos. E como actua? Precisamente ao contrário do que prometeu, provocando fome e muita mais pobreza escondida.
Com excepção dos anos cinquenta, quando é que vivemos a vida mais difícil, senão agora? Quando é que se verificaram assaltos de dia e de noite, senão agora? Qual a época em que se verificaram mais falências de empresas, senão nesta fase? Quando é que se verificou, a não ser com este primeiro ministro, não se poder estar doente, ir aos hospitais ou comprar os medicamentos, uma vez que se procura obter lucros à custa dos sem nada, dos só com ossos? Quem neste país, ousou fazer “perseguição” à estabilidade emocional, à paz cerebral, ao profissionalismo da função pública, como este desconhecido e banal engenheiro? Onde é que pára o prestígio das Forças Armadas e das outras forças militarizadas? Quem enterrou os profissionais e o prestígio dos funcionários da Justiça e os Professores deste país? Quem anda permanentemente a intimidar o povo com incertezas, com medos de toda a espécie, bem como a vergonha colectiva?
Que presidentes da república temos tido, que não foram e deviam ser os vigias e os árbitros contra toda esta pocilga em que nos encontramos? Que tipo de porcinos ou de tigrinos possuímos à frente dos nossos sindicatos, que mais parecem uns cadáveres na vertical?
Quem trava este senhor Primeiro Ministro de “sacar dos bolsos” a quem nada tem, em vez de procurar criar riqueza e fazer com que os portugueses se apaixonem por uma maior produção?
Infelizmente, cada homem será sempre um desconhecido – mesmo que seja famoso, inteligente ou asno – para aqueles que os conhecem de perto, que os amam ou odeiam.
Este senhor Primeiro Ministro, eleito pelo que prometeu fazer, mas que tudo vai “tirando” ao povo, prova também que nada de si mesmo dá a Portugal. Ele e os seus pares parecem ser o único povo de Portugal com direitos e com a categoria de portugueses de primeira classe.
Sempre o homem terá o seu fim. Pense Sócrates, que em breve poderá ficar só entre os homens e ignoto a si mesmo. E se nada melhor fizer, devido à falta de um vigilante e bom presidente da república..., pelo povo será golpeado nas urnas e devidamente colocado onde tem direito – no ostracismo, local que não traz lucro a ninguém.

Artur Soares

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