Arquivo: Edição de 24-10-2008

SECÇÃO: Informação Religiosa

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Jubileu Sacerdotal 1959 – 2009

Em 15 de Agosto passado, na celebração solene da festa da Padroeira, não resisti a partilhar um motivo de alegria muito pessoal: era aquele dia o primeiro de um ano de graça, o meu jubileu sacerdotal que, se Deus quiser, se consumará em 15 de Agosto de 2009.
Desculpará o estimado leitor, se não descortina razões para se fazer notícia deste evento; mas compreenderá também que eu procure concretizar nesta cicunstância alguns objectivos. E o principal é, certamente, testemunhar gratidão a Deus pelo dom da vocação ao sacerdócio ministerial.
Não me move qualquer espécie de narcisismo balofo nem a veleidade de mínimo protagonismo: trata-se de, através da partilha de sentimentos de júbilo, dizer que, se pudesse voltar atrás, seguiria o mesmo rumo, porque não é possível resistir a Quem diz que precisa de nós para servir e dar a vida pela causa do Reino.
Espero que a qualidade de director de O Conquistador me credite para ocupar este espaço que gostaria de alargar , através de uma presença mensal, até à proximidade de 15 de Agosto de 2009. Para dizer o quê? Deixando falar o coração, patentear algumas memórias que mostrarão o lado humano que suporta um dom que é graça e, por isso, inconfundível com quaisquer méritos pessoais.
Antes de mais quero também congratular-me com todos os condiscípulos igualmente em festa, de um modo especial os deste arciprestado de Guimarães e Vizela, todos, à excepção de mim, naturais deste concelho. São eles, os padres Joaquim Pereira Guimarães, natural de Polvoreira e pároco de São Clemente de Sande; Joaquim Pimenta Rodrigues, natural de São João de Ponte e pároco de Urgeses e José das Neves Machado, de São Cláudio do Barco e director espiritual diocesano dos Cursilhos de Cristandade. Iniciámos juntos o mesmo itinerário em 14 de Outubro de 1947 e alcançámos a mesma meta no verão de 1959. De 168, que éramos no início da caminhada, fomos chamados 29, dos quais dois decidiram, em dada altura, assumir honestamente outro estilo de vida e três já receberam o prémio dos justos. Uma menção especial para o padre José Vaz da Mota, natural do Oleiros, deste concelho e que foi pároco da vila de Brito e São Paio de Figueiredo, também deste concelho.
E, afinal, que de extraordinário vai acontecer ao longo destes meses? Para mim será sobretudo procurar cumprir com mais empenho e intensidade o meu dia-a-dia pela oração e disponibilidade de servir. Procurarei estimular a Comunidade paroquial a acompanhar o ritmo do programa pastoral arquidiocesano e as actividades arciprestais; a nível paroquial, ter uma atenção muito particular à vivência dos tempos litúrgicos do Advento e Quaresma.

Visto que assumi o encargo de organizar, no próximo ano, a reunião de curso, posso adiantar que, em princípio, o encontro de todos os condiscípulos, sacerdotes e leigos, será em Joane, no dia 10 de Junho, cujo programa incluirá, desta vez, uma romagem ao cemitério local, onde jazem o padre Benjamim Salgado e o cónego Rodrigo Ernesto de Carvalho, para prestar homenagem a todos os nossos formadores e professores.
Parecerá, à primeira vista, atitude egoísta a escolha de Joane, a terra onde nasci e que tanto amo; todavia, considerando o contributo de cerca de duas dúzias de sacerdotes dados à Igreja por aquela freguesia, no século XX, vejo antes o cumprimento de um dever de gratidão. (continua)

Lima de Carvalho

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