Arquivo: Edição de 25-01-2008

SECÇÃO: Generalidades

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Pensamentos do Meu Arquivo (19)

Viver é das coisas mais difíceis do mundo! Existem milhões de pessoas que nunca viveram, apenas existem. O homem continua obsoleto, débil e desorientado, porque continua a recusar os grandes ensinamentos do bem e dos génios que ensinam a elevar o homem. Eis porque apenas existem e não vivem.

Deus? Ninguém tem dúvidas já, do que pretendem os defensores do ateísmo. Se nada mais lhes convier, convem-lhes a corrupção dos espíritos, a confusão e, o que é mais grave, a cegueira das inteligências!

Há peritos que avaliam bens e, mais cêntimo menos cêntimo, reconhecem-se como bons avaliadores. Mas avaliar os homens... é problema terrível!

As guerras fazem-se e jamais terminarão, porque existe o homem. O egoísmo sente-se em qualquer esquina das ruas, caminhos ou vielas. Os pobres e os marginalizados campeiam em qualquer banco de jardim. O consumo selvagem fomenta-se e tudo se compra pelo rótulo ou modernice. Depois, em tantos lares, ninguém se entende.

Vícios, atraem outros vícios e os vícios prejudicam terceiros. O melhor é enfraquecê-los, nem que seja lentamente. As virtudes elevam, os outros beneficiam e os ambientes são mais serenos, mais saudáveis.

Conhecem-se loucuras e vêem-se loucuras por toda a parte. Convém recordar que grandes culpados são também todos aqueles que as admiram.

Em todas as nações, há a consciência de que as injustiças existem e as oportunidades não se apresentam a todos de igual modo e ao mesmo tempo. O próprio Cristo veio por causa dos gritos e das dores. Não foi por acaso que, mais tarde, ensinou o Pai Nosso e o Mandamento Novo: "amai-vos uns aos outros". E tantas vezes, ensinou aos ricos que fossem menos ricos, para que houvesse menos pobres!

Afirmam os moralistas que os bons hábitos são os melhores amigos do homem e que são a base do "homem de carácter". Eu creio e subscrevo tais afirmações. Pena é que os bons hábitos, hoje, sejam como agulhas em palheiro: encontram-se... mas não é fácil distingui-los.

Há demagogos tão ingénuos, que ao contrário do costume, vivem na sombra, agitam-se nela e vivem segundo a sombra. Muitos insistem em brilhar na sombra, pensando que o tempo pára, que a verdade se desconhece e que a história jamais se contará.

Não se pode ser bom actor sem primeiro se ser bom espectador. Este, sendo bom, encontra nas mensagens mais do que vê e do que ouve em qualquer programa. E o actor, geralmente, mostra mais do que o texto contém: é actor!

Analisa-se muito, programa-se muito, fala-se ainda mais e, o tempo para as experiências ou práticas de tudo isso, escasseia. Então, vai-se copiando o que os outros dizem ou fazem. E claro, depois, não há autores de nada.

Faltam sacerdotes e há crise nas vocações, queixam-se os responsáveis. A Igreja deverá seriamente pensar nesta crise que pode ser passageira. Mas uma coisa se pode resolver: há leigos devidamente preparados e com testemunhos dados durante a vida, que poderão atenuar a crise de vocações e, porque gostam de servir a Igreja. Não basta anunciar somente, que "é a hora dos leigos"!

O oleiro molda o barro e com ele faz o que quer. E a história da cerâmica faz parte da história dos povos antigos. Todavia, convém pensar que, antes da possível arte-louca de cerâmica, temos a loucura do homem, que é bem pior.

(continua)

Artur Soares

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