Arquivo: Edição de 15-09-2006

SECÇÃO: Região

Celebração na Capela de Santa Cruz

Amanhã, dia 16 de Setembro, às 17 horas, realiza-se na Capela de Santa Cruz uma Celebração da Palavra para assinalar a festa da Exaltação de Santa Cruz, liturgicamente comemorada no dia 14. A iniciativa é da Confraria do Santíssimo Sacramento da Insigne e Real Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira.
Com este acto e pela  disponibilidade e carinho demonstrados pelos Irmãos da Confraria, pretende o pároco de Nossa Senhora da Oliveira animar aquele espaço sagrado erguido há perto de quatrocentos anos para celebrar o Mistério da Paixão do Senhor.
Efectivamente, quer pelo desaparecimento de dois ilustres devotos, Manuel Alves de Oliveira e António Maria Vaz Vieira, quer sobretudo pelos frequentes actos de vandalismo, a Comissão Administrativa nomeada a 7 de Julho de 1993 viu-se impotente para dar se-quência ao esforço feito com as obras de restauro iniciadas em Julho de 1990.

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Tem sido o Conselho Económico da Fábrica da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, com algumas intervenções pontuais da Câmara Municipal, a tentar contrariar acções que cabem indubitavelmente no âmbito da vigilância e defesa do património e até, pensamos nós, das corporações policiais.
No propósito de encontrar uma solução razoável para dar movimento à Capela e aproveitar aquele testemunho de fé e vivência do Mistério da Redenção para o exercício de piedade dos fiéis, estão programados os procedimentos necessários para anexar a Irmandade de Santa Cruz, proprietária da  Capela, à referida Confraria do Santíssimo Sa-cramento.
Como sempre, nestas circunstancias, estão em jogo o espírito de fé e interesse na defesa e preservação dum precioso legado dos nossos antepassados. Está, por isso, aberto o campo à generosidade dos vimaranenses. Para já – imagine-se, é preciso requerer e pagar a baixada de corrente eléctrica.
De há quarenta e seis anos, naquela procissão, a mais pequenina, mas sem igual no testemunho de fé no Mistério Pascal de Jesus, que é o Compasso da Páscoa, ficou-nos a grata memória do retinir dos sinos da capela, que ainda lá estão, e da alegria dos moradores do zona adjadente.
Não será possível redescobrir e eleger aquele espaço para o culto e contemplação?
 
Mons. José Maria

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