Arquivo: Edição de 30-06-2006

SECÇÃO: Região

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Renovado convite à confiança no futuro nas comemorações do 24 de Junho

De acordo com o programa estabelecido, o 24 de Junho de 2006 serviu para, a partir das memórias mais longínquas da nossa portugalidade, rever o passado e, bem conscientes das exigências do presente, projectar o futuro com segurança. Esta foi a ideia-mestra que o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, dr. António Magalhães, deixou bem expressa na sessão solene daquele dia, no Centro Cultural de Vila Flor.
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Motivado pelo significado da Comemoração do Dia Um de Portugal e pelo exemplo e mérito de tantas pessoas e instituições vimaranenses como aqueles que acabavam de ser galardoados, disse o dr. Magalhães que “não baixaremos os braços às dificuldades”, geradas pelo desemprego e pela ameaça de ruptura social, e que “o caminho a seguir é do empreendorismo, da inteligência e do talento para corresponder àquilo que é a nossa preciosa herança”.
O período “menos bom”, que atravessamos, justificou o pedido da cooperação do governo para “encontrarmos a curto e a médio prazo um conjunto de valores, assumidos por todos, que nos permitam continuar a pensar que somos dignos de todos os que nos antecederam.
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, que presidia à sessão, aproveitou a circunstância para deixar uma mensagem de fundo, talvez mais política do que de Estado.
Para ultrapassar as dificuldades que o País atravessa e para “jogar ao lado dos melhores da Europa” exige-se, disse, a aposta em três condições de carácter sustentável”: Educação e Qualificação; Competitividade e Economia; Solidariedade e Coesão Social”. Rejeitando as vozes e opiniões de que temos licenciados a mais e mão de obra qualificada a engrossar as filas do desemprego”, o governante sublinhou que a Educação e qualificação deve ser a “grande prioridade política dos próximos anos”. É que, segundo disse, não existe nenhum país europeu, nesta matéria, comparável à realidade portuguesa.
Recorde-se que nesta sessão entremeada com a execução artística de trechos musicais a piano e violino foram condecoradas as seguintes entidades: Grupo Folclórico da Corredoura - medalha mérito associativo, em prata; Venerável Ordem Terceira de São Francisco - medalha mérito social, em ouro; Casa de Sezim - medalha mérito industrial, em ouro; J. Pereira Fernandes, S.A. - medalha mérito industrial, em ouro; Grupo Petrotec - medalha mérito industrial, em ouro.
No itinerário desta jornada histórica, cheia de simbolismo, ficaram as seguintes inaugurações: Parque de Lazer do Rio Selho que serve as freguesias de S. Cristovão e Pevidém; reabertura da Ponte de Donim e inauguração do Pavilhão Desportivo de Santa Maria do Souto.
A meio da jornada na celebração de Acção de Graças na igreja da Insigne e Real Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, este ano animada por um grupo coral de Tacoronte, nas ilhas Canárias, Mons. José Maria caracterizava assim esta data: 24 de Junho de 1128, que todos nós assumimos como DIA UM de Portugal e, por isso mesmo, o início da constituição de uma Nação livre e independente representará sempre para os portugueses mais do que a memória da Batalha de São Mamede em que o jovem príncipe D. Afonso Henriques com a nobreza portucalense que o seguia levou de vencida a nobreza galega que apoiava D. Teresa, sua mãe. A Batalha de São Mamede desenhada certamente de contornos políticos e jurídicos, que os historiadores têm procurado entender, foi, de verdade, a afirmação insofismável dum Povo que queria fazer a sua história.

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