Arquivo: Edição de 12-05-2006

SECÇÃO: Região

Padre José de Jesus Ribeiro

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Na sua casa, em São Clemente de Sande, após prolongado sofrimento, faleceu no passado dia 1, o Padre Doutor José de Jesus Ribeiro.
Aos 82 anos de idade, este sacerdote terminou a sua carreira terrena, de serviço a Deus e aos irmãos.
Nomeado pároco de São Clemente de Sande, em Março de 1979, freguesia onde nasceu em 16 de Agosto de 1923, este foi o último ministério oficial ao qual entregou todas as suas capacidades.
Dotado de apreciáveis dotes de inteligência, ficaram memoráveis muitos discursos e sermões, que duplamente louvavam a Deus, dado o encanto que produziam nas assembleias de fiéis. Defendeu sempre com clarividência os valores do Evangelho e, no mais genuíno significado dos termos, exaltou com rara beleza o trinómio Deus, Pátria e Família.
Após a ordenação sacerdotal, frequentou a Universidade de Comilhas, em Espanha, vindo a integrar o corpo docente dos Seminários de Braga.
Em 1950, veio para Guimarães. Nesta cidade desenvolveu a sua missão como capelão do Colégio de Vila Pouca e pároco de São Sebastião, todavia a sua actividade abrangeu ainda a vida associativa de algumas instituições.
De realçar o entusiasmo com que se entregou à imprensa regional, tornando-se o primeiro director deste jornal.
Em Setembro de 1959, foi nomeado vigário coadjutor de São Martinho de Sande e pároco da mesma freguesia em Junho de 1962, estendendo o seu trabalho ao ensino no Instituto Superior de Teologia, agora Faculdade de Teologia da Universidade Católica.

A missa exequial foi presidida pelo Bispo Auxiliar D. Antonino Dias com cerca de meia centena de concelebrantes e numerosa assembleia de fiéis.
Como singela homenagem ao nosso saudoso director, transcrevemos a parte final do editorial do nº 1, quinta-feira, 2 de Fevereiro de 1950:
Alguém me dizia, há dias, que uma obra para fracassar só necessita duma coisa: afirmar-se católica! Não nego a sua verdade, mas não esconderemos o rosto. Somos o que somos: católicos abençoados pela hierarquia para servir Deus e à Igreja.
«O Conquistador» é uma criança que parte para o Mundo; não o deixemos viver na lama, mas subamos à altura onde paira a beleza.
Vai «Conquistador». Não te esqueças que te anima o lema do primeiro rei: servir a Pátria, servir Deus!
Sê para todos o vínculo da união, o arauto da verdade. Abre as tuas páginas para os anseios de todos e diz-lhes que na nossa casa todos entrarão como irmãos.
A imprensa é apostolado, é reconquista, é luz: é este o caminho que marcamos ao «Conquistador».

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