Arquivo: Edição de 12-05-2006

SECÇÃO: Generalidades

Leituras e Mensagens...

149.° – “Os Novos Pecados” da Igreja Católica…
Sendo o pecado uma desobidiência grave à Lei de Deus com pleno conhecimento e perfeita deliberação da vontade, a dois níveis podemos considerar esta atitude: na intenção de cometer a desordem moral e na prática em si mesma de acções pecaminosas. O pecado está sempre ligado à violação de um preceito exarado no Decálogo, ou contra Deus ou contra o próximo.
No dia 21 de Abril deste ano, as Agências Internacionais de Imprensa noticiaram que o Cardeal norte-americano James Francis Stafford, penitenciário - mor do Vaticano, ao celebrar o Rito da Reconciliação de São Pedro, em Roma, onde numerosos penitentes aproveitaram para se confessarem e receberem o Sacramento do Perdão, alertou para os “novos pecados” em que o homem, em geral, e os cristãos por maioria de razão, podem cair, transgredindo a Lei Divina; a seriação dos mesmos vinha consignada em três vertentes: ler muito, ver televisão e navegar na Internet. Por suposto que estas práticas correntes revelam, de per si, um comportamento saudável, dado que significará a aquisição de um mais avantajado cognitivo nas diversas áreas dos saberes humanos, obviamente, se tal comportamento for equilibrado. Porque fazer uma ocupação exagerada e escravatizante dos Média com má intenção, fingimento e depreciação de laços fraternos de convivencialidade, vivendo-se bloqueado e não abrindo o cérebro e o coração à mensagem da Ética e Moral cristãs, que nos mandam expressar sentimentos de alegria e verdadeiro amor aos irmãos, então, aí pode existir o signo da maldade ao nível do egoísmo, orgulho e soberba, pais de todos os vícios, quando o espírito humano se fecha aos outros. O pecado está sempre no exagero das nossas atitudes comportamentais e denota, igualmente, um afastamento daqueles que palmilham as mesmas pegadas na estrada da vida humana.
Ler muito. Oxalá que se implantasse na nossa gente jovem, e não só, o hábito da leitura, pois tal significaria adquirir melhor índice de cultura e enraizar uma mentalidade consistente, capaz de lançar alicerces inabaláveis, necessários e essenciais à construção cósmica da Paz e da Harmomia entre todos. A leitura abre o intelecto a outros esquemas da sabedoria e conhecimentos humanos. Ninguém pretende, ou deve pretender, fazer escola com visão unívoca e restritiva, onde só um escol de eleitos e privilegiados ganharia acessibilidade direito de entrada; leitura traduz franqueamento e disponbilidade na ajuda aos outros.
Não obstante, a vivência cristã exige a pesquisa dos fundamentos básicos em que se estabelecem princípios de actuação moral. Daí que, a leitura da Bíblia, mais ainda, a meditação da mesma, individual, familiar e comunitária deve constituir uma obrigação assumida por todos e cada um de nós. Nela, na Bíblia, deparamos amorosamente com um Pai Omnipotente e Criador, um Deus Providente e Remunerador, que nos estendeu os benefícios da Salvação, em Jesus Cristo seu Filho, e nos proporcionou uma trajectória sólida de vivência humana e cristã que, nos conduz a uma Existência Ultra - terrena, plenamente oferecida se, responsavelmente, desejada.
Ver televisão. Em si, não tem rigorosamente nada de imoral. Porém, se há uma apetência mórbida de “matar o tempo”, que podem ser horas coladas ao ecran televisivo, e sobretudo, quando o telespectador assume comportamentos desviantes, aderindo a programas imortais, tal denota ausência de solidariedade e tarefas de entreajuda familiar e uma rotunda mentira interior de alguém que se arrasta nas baixezas que as emissões codificadas proporcionam e por mero deleite pessoal. Por vezes, gastam-se rios de dinheiro na compra de programas indignos do ser humano e caminha-se no afastamento da comunhão e partilha, isolando-se no vício e pecados solitários. Isto é uma aberração do ser humano, que foi criado para levantar o seu olhar para as alturas e voar nas asas de uma vida nobre e enriquecedora por demais. Por isso, quando o Vaticano coloca este ponto na escala dos “novos pecados”, aí sim, quem se deixa absorver única e exclusivamente por esta morbidez de atitudes, resvala num abismo sem fundo, donde dificilmente recuperará.
Também, aí a Palavra de Deus, a Bíblia, deve ter o seu espaço para dar respostas sem fundo, donde dificilmente recuperará.
Também, aí a Palavra de Deus, a Bíblia, deve ter o seu espaço para dar resposta aos problemas morais e espirituais de um ser humano e cristão que, seriamente, deseja a sua reabilitação. Ela é a âncora que segura o calado de um navio à deriva!
Navegar na Internet. É um excelente passatempo para busca de sites codificados e com temáticas recheadas de interesses culturais. O que não é barato! Por vezes, voa-se e volita-se ao derredor de quimeras como libelinhas sem poisio consistente. Salta aqui, salta acolá, o que a maior parte das vezes redunda num trambolhão sem remédio. Quanto tempo se desbarata nessa tramitação de programas vazios de tudo e nada! Esboroam-se energias que poderiam ser aproveitadas com finalidades nobilitantes do ser humano. O pecado reside na escravização dos recursos intelectuais e espirituais que se consomem em futilidades inúteis.
Mais uma vez, também aqui a Palavra de Deus é postergada e conduzida à prateleira borolenta do esquecimento e do desprezo. Não é em vão! Aeronave sem piloto nem radar em breve vem a pique!
Tudo isto exige conversão de atitudes e regresso sádio à convivencialidade humana e cristã, especialmente, ao nível do universo familiar.
Os “novos pecados”, afinal de contas, são “pecados velhos” com outros onomásticos, talvez, num contexto multissecular mais vasto e muito amplo, a que a Igreja – e ainda bem – hoje reconvoca e nos solicita a atenção.

Pe. Armando
8/05/2006

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