Arquivo: Edição de 10-03-2006

SECÇÃO: Região

16 e 17 de Março
XIV Encontro de História Local

A tradição já não é o que era: artes tradicionais vimaranenses
Os Encontros de História Local já são uma tradição do Museu de Alberto Sampaio. Este ano o tema versará sobre as artes tradicionais vimaranenses.
Enquadramento: Desde a sua origem que Guimarães acolhe no seu seio indústrias essenciais para o quotidiano dos seus habitantes. O linho com que se vestiam; a olaria onde guardavam, preparavam, cozinhavam e serviam os alimentos; os metais com os quais forjavam os utensílios de labuta nos campos e na guerra, ou produziam os talheres com que levavam à boca o pão-nosso de cada dia; o osso, com que faziam pentes, cabos de talheres; o couro com que se vestiam e com o qual produziam ou complementavam as alfaias de que necessitavam; o ouro e a prata com os quais criavam utensílios usados por amor a Deus ou para prover vaidades inerentes ao ser humano. Tudo isto, e muito mais, produzia-se nas oficinas de laboriosos vimaranenses e abastecia os lares de uma vasta região.
Com o correr dos anos, as indústrias tradicionais vimaranenses foram-se adaptando aos novos tempos das novas gentes. Assim sucedeu com os têxteis, a cutelaria, a panificação. Mas, outras artes foram sendo esquecidas pelos homens, porque deixaram de ser necessárias ao seu quotidiano, e transformaram-se quase que tão-só em memória de tempos idos – os penteeiros, os oleiros, os cerieiros, os curtidores…
Apesar da tradição já não ser o que era, o Museu de Alberto Sampaio quer dar a conhecer o que foram e o que são as artes tradicionais em Guimarães. Tudo isto perpassará no XIV Encontro de História Local.

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PROGRAMA
Dia 16 de Março, Quinta-feira
09h30 - Recepção aos participantes e entrega de documentação
10h00 - Clientelas e Artistas na Talha Vimaranense dos sécs. XVII e XVIII, Dr. António José Oliveira
11h00 - Pausa para café
11h30 - Bordado de Guimarães: os enlevos de uma arte, Dr.as Maria José Meireles e Patrícia Moscoso
 
Intervalo para almoço
 
14h30 - A indústria de pentes artesanais em chifre: Uma monografia: Uma indústria futurível, Arq.ta Teresa Costa
15h30 - A tradição de curtir e surrar: a importância da indústria dos curtumes no contexto socio-económico vimaranense: sécs. XIX-XX), Drª Elisabete Pinto e Arq.to Filipe Vilas Boas
16h30 - Pausa para café
17h00 - Olaria vimaranense: uma visão global, Drª Isabel Maria Fernandes
 
Dia 17 de Março, Sexta-feira
09h00 - Concentração nas instalações da OFICINA – Av. D. João IV nº 1213/cave
Visitas:
09h15 - Bordado de Guimarães
10h00 - Zona dos Curtumes
11h30 - Fornos da Cruz de Pedra
13h00 - Intervalo para almoço
14h30 - Concentração no Museu de Alberto Sampaio
15h00 - Fábrica de Roldes
16h00 - Fábrica de Pentes nas Taipas
17h00 - Moinho da Casa de Sarmento em Briteiros
18h00 - Regresso a Guimarães

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