Arquivo: Edição de 24-02-2006

SECÇÃO: Região

Irmandade da Penha

O Senhor Arcebispo Primaz deu solenidade à cerimónia de posse

D. Jorge Ortiga
D. Jorge Ortiga
D. Jorge Ortiga justificaria a sua presença na tomada de posse dos Corpos Gerentes da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha pelo “papel importantíssimo que os santuários têm na vida da Igreja”.
A sessão solene da tomada de posse decorreu no passado sábado, dia 18, no salão nobre anexo ao Santuário, estando presentes o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, autoridades civis, militares e religiosas e ainda algumas dezenas de pessoas, representando instituições e associações do concelho, especialmente associações religiosas.
Após breve saudação do delegado do Prelado da Arquidiocese na Irmandade, Mons. José Maria Lima de Carvalho, o Senhor Arcebispo Primaz conferiu posse aos irmãos eleitos em Assembleia Geral realizada no passado dia 20 de Janeiro.
O novo presidente, Manuel Gerardo Roriz Ferreira Mendes na sua intervenção, caracterizada por uma espécie de declaração de intenções e de programa de acção, consciente de que “o passado responsabiliza-nos para construir um futuro que nos fascina” salientou que “exige-se-nos estudar, identificar, inventariar, expor, promover e divulgar o conhecimento de legado recebido”.
Roriz Mendes
Roriz Mendes
E esse futuro, segundo a sua linha de pensamento, terá de conduzir à valorização das diversas vertentes do património, ambiente e turismo, tanto de lazer como religioso.
A Montanha, cuja pertença se considera cada vez mais alargada e que deve ser conduzida a classificação adequada, reclama a concretização da via estruturante de atravessamento, aumento e melhoria na capacidade hoteleira e de restauração. Por aqui passa, disse Roriz Mendes, a colaboração com a Zona de Turismo de Guimarães, Turel (Turismo Religioso) e outros operadores turísticos.
Reconhecendo que aprendeu de Joaquim Cosme, seu antecessor, que serviu a Penha ao longo de trinta anos, a amar a Penha, o novo presidente espera contar com a colaboração da Câmara Municipal e “instituições de Guimarães”, sejam universitárias, culturais ou recreativas. Para além dos trabalhos na ordem do dia, quais sejam aumento da capacidade de captação e armazenamento de água, protecção e cuidado do parque florestal e outros é necessário “aumentar o património museológico, arqueológico, histórico, fotográfico, arte sacra...” apostas que deverão “levar a Irmandade da Penha a avançar para a construção de um Centro de Interpretação Ambiental e uma Casa Museu.
O Dr. António Magalhães, valendo-se de afirmações feitas por Roriz Mendes a propósito da intervenção e colaboração da Autarquia, incluindo as acções na actualidade, além de reconhecer a montanha como “expoente de religiosidade e beleza natural” disse que “qualquer projecto turístico do concelho que esqueça a montanha da Penha ficará empobrecido” e, por isso prometeu “naquelas vertentes colaboração leal e empenhada”.
D Jorge Ortiga, seguindo a linha de pensamento, que abre este relato, dado que é cada vez maior a procura dos santuários sublinhou que urge desenvolver um trabalho que os caracterize como “referência e modelo para muitas comunidades”. Que “o espaço da Penha seja sagrado no seu conjunto, porque a Natureza é também para nós sinal e presença de Deus”.

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