Arquivo: Edição de 09-06-2005

SECÇÃO: Região

24 de Junho - Dia Um de Portugal

Condecorações
No âmbito das comemorações do 24 de Junho – Batalha de São Mamede, Dia UM de Portugal vão ser distinguidas as seguintes entidades e personalidades.

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Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos
Medalha de Mérito Social, em ouro
Em mais de quatro séculos de história: foi fundada precisamente em 1594 com matriz essencialmente religiosa, a Real Irmandade de Nossa Senhora da Consolação dos Santos Passos a partir de 1876 voltou-se para o campo social com a criação do "Asylo da mendicidade" e da "Aula da Instrução Primária"
Actualmente, a vertente assistencial da Irmandade está dirigida para o apoio a crianças dos 4 meses aos 9 anos, no seu Colégio de Nossa Senhora da Conceição, que conta com um total de 450 alunos; por sua vez, o Lar dos Santos Passos aco-lhe 40 idosos.
Fazendo jus à sua importância histórica, a Irmandade pretende arrancar, no início do próximo ano, com a cons-trução de um novo colégio, bem como com as obras de valorização e melhoria das condições de fruição da Igreja dos Santos Passos.

José Júlio Jordão, Lda.
Medalha de Mérito Industrial, em ouro
José Júlio Jordão começou a lidar com o frio em 1950. Tinha deixado os estudos e, como era vulgar na altura, começou a trabalhar na empresa familiar do seu avô Bernardino Jordão. Além da distribuição de energia eléctrica para os concelhos de Guimarães e Póvoa de Lanhoso, a empresa explorava um estabelecimento que vendia electrodomésticos. O número de frigoríficos vendidos criou a necessidade de dar formação a um técnico que lhes prestasse assistência e José Júlio Jordão parte para França, afim de realizar um estágio na área a que haveria de dedicar a sua vida profissional.
De regresso, desafia os sócios a montar uma fábrica de frio, nascendo a Bernardino Jordão – Divisão de Refrigeração.
A qualidade dos produtos fabricados ditou a implantação e o sucesso da empresa.
De sucesso em sucesso, a partir da década de 70 foi criada a empresa autónoma Jordão – Fábrica Portuguesa de Frigoríficos.
Em 1982, José Júlio Jordão criou a sua própria emprea: José Júlio Jordão, Lda.
Hoje, a José Júlio Jordão Lda. é constituída por três unidades fabris empregando 156 pessoas, com uma facturação em 2004 superior aos 14 milhões de euros e com uma área total de 10.500m2.

Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural de Sande S. Martinho "Os Sandinenses"
Medalha de Mérito Desportivo, em prata;
Constituído formalmente em Junho de 1986, graças ao impulso, vontade e empenho dos habitantes da sua freguesia, o Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural de Sande S. Martinho – "Os Sandinenses", cedo adoptou a prática desportiva como vocação principal, mantendo actualmente uma forte ligação à população.
Ao longo destas duas décadas de actividade desportiva ininterrupta, o Grupo foi coleccionando um número considerável de títulos distritais e regionais, alcançando, na época de 1994/95, o título de Campeão da Série A da 3ª Divisão Nacional, reforçando o sentimento de entusiasmo, orgulho e identidade que suscita nos seus inúmeros simpatizantes.
Mas a função social do Grupo não se confina à competição e à carreira da equipa sénior, apesar do recente sucesso, traduzido na subida à 2ª Divisão B Nacional conseguida na última época desportiva.
Efectivamente, desde sempre que esta colectividade aposta na formação, pelo que mantém em actividade regular jovens de todas as idades, organizados de acordo com os vários escalões etários, visando proporcionar-lhes a oportunidade de, pelo desporto, adquirirem hábitos sociais e objectivos comuns, reforçando-se como alternativa muito válida para a ocupação dos seus tempos livres.
Foi ainda a formação que justificou as significativas obras de ampliação do seu complexo desportivo, concluídas em 1995.

Professora Doutora Maria Norberta Amorim
Medalha de Mérito Cultural, em ouro
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Nascida no concelho das Lajes do Pico, Açores, Maria Norberta Amorim cedo demanda o continente, tendo em vista a continuação dos seus estudos, onde veio a conseguir assinalável sucesso: licenciada em 1971 pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, obteve o doutoramento na Universidade do Minho em 1985, e a agregação nesta mesma Universidade em 1994, onde foi professora catedrática até à sua aposentação.
A sua actividade actual como investigadora do Núcleo de Estudos de População e Sociedade, que projectou, criou e coordenou, diz bem da paixão que desde cedo alimentou pela Demografia Histórica.
A sua profícua acção académica e docente ficou bem vincada as funções que desempenhou nos congressos históricos de Guimarães como coordenadora de secções e secretária geral

José Machado
Medalha de Mérito Associativo, em ouro
Nascido em Guimarães em 1948, José Machado emigrou para França em 1970, aí prosseguindo a sua militância de oposição ao regime que então vigorava em Portugal. Por via desse activismo de cariz eminentemente político, inicia uma longa e profícua carreira no âmbito do associativismo social, sindical e cultural, através do qual procurou apoiar e dignificar a já muito numerosa comunidade de emigrantes portugueses em França.
Actualmente Director do Centro Social da cidade de Mureaux, mantém vários cargos e funções em associações de portugueses, e profere regularmente conferências na Europa sobre temas relacionados com a cidadania, a vida associativa, a integração e a história da imigração portuguesa em França.

D. Maria Amélia Fonseca, Poetisa de Arosa
Medalha de Mérito Cultural, em prata
Maria Amélia Fonseca Fernandes nasceu em Arosa – Guimarães, de família humilde e numerosa, sendo a segunda mais velha de oito irmãos.
Concluiu a instrução primária (antiga 4ª classe) na sua freguesia, com a melhor classificação, tendo obtido o "Prémio Martins Sarmento", para o melhor aluno daquele ano escolar.
A menina a quem a imprensa, há 20 anos, baptizou como "Poetisa de Arosa", começa a trabalhar numa mercearia aos nove anos de idade, ainda na escola primária. Aos treze anos inicia a sua actividade profissional como operária têxtil na Fábrica de Fiação da Abelheira, onde se mantém por mais de 30 anos.
Ao ser obrigada a abandonar a escola, apenas com a 4ª classe, Maria Amélia sente a dor da desilusão. Porém, não se deixou vencer. Vive a sua juventude com uma intensa curiosidade pela vida, criando de si uma imagem extrovertida, comunicativa e cativante e cedo começando a escrever poesia e histórias para a infância.
Hoje, aos 49 anos de idade, Maria Amélia Fonseca, a Poetisa de Arosa, é autora de 11 livros, tendo participado em várias antologias de poesia.

José Teixeira & Irmão, Lda.
José Teixeira
José Teixeira
Medalha de Mérito Industrial, em prata
Os irmãos José e Francisco Teixeira Pereira, sócios na empresa José Teixeira & Irmão, são industriais da construção civil que, continuando o trabalho do pai e do avô, se têm distinguido de forma muito particular pelo trabalho desempenhado no âmbito da reconstrução de imóveis no centro histórico de Guimarães, de tal forma que se pode afirmar, com propriedade, que a classificação como Património Mundial em muito fica a dever ao domínio das tradicionais técnicas de construção, e à minúcia e carinho com que se vêm dedicando a cada novo projecto.
Vimaranenses nascidos no antigo casco urbano que ajudaram a reabilitar, são exemplares continuadores uma arte familiar com mais de 100 anos, e fizeram reflectir na sua arte o amor a Guimarães e à sua História.
Virtuoso e competente, o trabalho dos dois irmãos rendeu-lhes já o reconhecimento generalizado, coroado por prestigiantes prémios nacionais e internacionais, entre os quais se destacam o Prémio Europa Nostra para o Edifício do Gabinete Técnico Local, o 1º Prémio Recria 2004 para o Edifício da Rua da Caldeiroa n.º 76, o 2º Prémio Recria 2002 para um edifício da Rua D. Afonso Henriques/Rua Vila Flor n.º 42/46 e várias outras menções honrosas.

Manuel Ferreira Freitas
Francisco Teixeira
Francisco Teixeira
Medalha de Bons Serviços, em prata
Ingressou na Câmara Municipal de Guimarães em Setembro de 1971 com a categoria de Servente de Pedreiro, vindo a aposentar-se em 2003 como Condutor de Máquinas Pesadas e Veículos Especiais, em resultado da evolução que sempre procurou para a sua vida profissional.
Para além do zelo, assiduidade e competência que todos lhe reconhecem, Manuel Freitas destacou-se pela forma prestável, disponível e incansável como sempre se posicionou face aos superiores, aos colegas e aos Munícipes, tendo por isso conquistado a simpatia e o apreço generalizados.

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