Arquivo: Edição de 25-02-2005

SECÇÃO: Generalidades

Semana Nacional da Cáritas

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Nesta semana (20-27 de Fevereiro), particularmente nos dias 24, 25 e 26, a Cáritas realiza o seu peditório público para “apoiar todas as situações graves de pobreza que persistem no País”. O mesmo fim têm os ofertórios das missas celebradas no dia 27, III domingo da Quaresma e Dia Nacional da Cáritas.
Cáritas Portuguesa
- Quem é?
A Cáritas Portuguesa é a federação nacional das 20 Cáritas Diocesanas distribuídas pelo território continental e regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Em conjunto, regem-se pela doutrina social da Igreja e orientam a sua acção de acordo com os imperativos da solidariedade, dando resposta às situações mais graves de pobreza, exclusão social e situações de emergência em resultado de catástrofes naturais ou calamidade pública.
Tem como objectivos a assistência em situações de emergência ou dependência, a promoção da autonomia e do desenvolvimento integral de cada ser humano e a transformação nos domínios sociais e ambientais de acordo com os valores da ética cristã.
Intervém na implementação de programas de apoio materno-infantil, infanto-juvenil, terceira idade, mulheres vítimas de violência doméstica bem como na luta contra a exclusão social, em especial no apoio às minorias étnicas, comunidades de imigrantes e suas famílias, toxicodependentes, seropositivos e alcoólicos.
A Cáritas Portuguesa foi criada logo após a Segunda Guerra Mundial e teve como primeira actividade o acolhimento de crianças refugiadas. A resposta aos problemas sociais de maior gravidade foi imediatamente definida como uma das suas principais vocações. Os primeiros estatutos datam de 1956.
Até ao presente, a instituição conta três fases distintas:
1) desde a fundação até à primeira revisão dos estatutos (1975). Entre os anos 50 e 70, a actividade da Cáritas centrou-se na distribuição de géneros alimentares, doados pelos EUA no âmbito do Plano Marshall, e na promoção do acolhimento de crianças vindas do centro da Europa durante a Guerra Fria;
2) desde 1975 até à segunda revisão estatutária, em 2000. Implementação da promoção social através do apoio à criação de postos de trabalho; criação e funcionamento de equipamentos sociais; formação de agentes; e preparação para a actuação estrutural nos domínios do desenvolvimento local e intervenção junto de centros de decisão política;
3) com a revisão estatutária de 2000 abre-se uma nova etapa na vida da Cáritas, assente na consolidação da autonomia das Cáritas Diocesanas e na promoção da clarificação e actualização dos objectivos da Cáritas no contexto da Igreja e da sociedade portuguesa.
Em termos institucionais ocorreram quatro evoluções significativas:
1) Descentralização das diocesanas mediante a criação das respectivas Cáritas com personalidade própria;
2) Criação de grupos de acção social nas paróquias;
3) Transformação da Cáritas Portuguesa numa federação de Cáritas Diocesanas;
4) Integração explicita na Pastoral Social da Igreja.
Recentemente, a Cáritas Portuguesa assumiu a estrutura de ONGD (Organização Não Governamental de Desenvolvimento), membro da Plataforma Portuguesa das ONGD, reconhecida e registada junto do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento). É também membro da Cáritas Internationalis, confederação das 162 organizações católicas de ajuda ao desenvolvimento e de serviço social a operarem em 201 países em todo o mundo, e da Cáritas Europa, onde estão congregadas as Cáritas nacionais dos países europeus.

Que faz?
Os valores da solidariedade constituem os pilares inspiradores da actuação da Cáritas em Portugal. É de acordo com esses valores que se desenvolve um amplo e sustentado trabalho de intervenção social.
Através das 20 Cáritas Diocesanas, que abrangem todo o território nacional, a instituição põe em curso diversos projectos em vista da construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Um dos fundamentos da acção da Cáritas é «a opção preferencial da Igreja pelos pobres». E os mais pobres dos pobres são todos aqueles que associam à sua pobreza a exclusão social. Nesse sentido, são disponibilizadas, entre outras, respostas para indivíduos portadores de deficiência, sem abrigo e passantes, toxicodependentes, alcoólicos, mulheres em situação de risco, seropositivos e doentes com sida.
O atendimento, acompanhamento e encaminhamento social são igualmente actividades primordiais, procurando-se através delas promover a justiça social e o desenvolvimento integral de cada ser humano. São muitas e diversificadas as respostas sociais dadas aos diferentes problemas.
Entre elas conta-se o apoio a idosos e dependentes; a atribuição de subsídios para rendas de casa, electricidade, água e medicamentos; o encaminhamento para formação profissional, ensino recorrente e emprego; o acolhimento temporário de crianças em situação de risco; creches e jardins de infância; centros de dia; apoio domiciliário; centros de convívio e colónias de férias; lares e residências.
Ajudas de emergência, dentro e fora do país, levam a Cáritas a mobilizar a população para a solidariedade em situações de calamidades naturais (incêndios, terramotos, etc.) ou situações de conflito armado.
A animação pastoral dos grupos de acção social é outra das actividades a que todas as Cáritas dão especial atenção. Essa animação é feita através da criação e dinamização de grupos paroquiais, promoção de acções de formação no domínio do voluntariado, motivação dos cristãos para o compromisso social e edição de publicações.
Todas estas acções são levadas a cabo através da generosa e empenhada colaboração de funcionários e voluntários, todos eles envolvidos numa lógica de compromisso activo com a sociedade e com o seu próximo.

Cáritas em Braga
A Cáritas Arquidiocesana de Braga, expressão organizada deste serviço dentro da Arquidiocese de Braga, fundada pelo Arcebispo Primaz em 1976, é membro federado da Cáritas Portuguesa e está registada na Direcção Geral da Acção Social como Instituição Particular de Solidariedade Social, reconhecida como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública.
Nomeada pelo Arcebispo de Braga, a Direcção da Cáritas Arquidiocesana de Braga assume mandatos de três anos. São voluntários que, de uma forma gratuita, movidos por valores cristãos, assumem a coordenação e direcção da instituição.
A actual Direcção, nomeada para o triénio 2004-2007, é composta pelos seguintes órgãos e pessoas: José Carlos Pinto Dias (Presidente); João da Costa Nogueira (Vice-Presidente); Eva Ferreira (Secretária); Cândido Pinto (Tesoureiro); Helena Pinto e Eduarda Mota (Vogais).
A sede da Cáritas de Braga está situada na Rua dos Falcões (perto do Governo Civil). Contactos: 253263252 (telefone); 253215175 (fax); e braga@caritas.pt (e-mail).

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