Arquivo: Edição de 25-02-2005

SECÇÃO: Informação Religiosa

Partilha Quaresmal

Na parte final da sua mensagem – Eucaristia e Vocação – para a Quaresma, D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz fala da partilha como uma exigência de conversão e determina os destinatários da mesma como Renúncia Quaresmal ou Contributo Penitencial.
A Eucaristia e a Reconciliação conduzem à partilha. O pão e o vinho que apresentamos no altar convidam-nos a olhar para as injustiças que existem no mundo, onde há muitas mesas sem pão e muita gente que esbanja sem saber partilhar. “O sentido autêntico da Eucaristia converte-se, por si mesmo, em escola de amor activo ao próximo” (DC 2). Celebrar a Eucaristia exige aprender a dar a vida, em serviço fraterno e humilde, e exige também partilhar o pão para que todos tenham o necessário para uma vida digna. Nela colocamos em jogo o sentido da nossa vida - vivemos para quê? - e reconhecemos que deve ser dada como vocação em gestos que manifestem a entrega pelos outros, pois a vida que se dá é a vida que permanece para sempre (cfr. 1 Jo 2, 17).
Quero prestar a minha homenagem e gratidão à generosidade das nossas comunidades. Nem todos se apercebem de quanto a fé realiza em termos de partilha. Os milagres da generosidade são permanentes e se não agimos por vanglória também não podemos colocar a “luz debaixo do alqueire”. A título de exemplo comunico, como maneira de testemunhar gratidão, que a Arquidiocese entregou à Cáritas 300.000,00 euros e à Nunciatura Apostólica, para enviar às Nunciaturas dos respectivos países, 304.174,69 euros, num total de 604.174,69 euros. Os povos dos países da Ásia, cristãos ou não, receberão, assim, o nosso auxílio e o nosso carinho. A Quaresma aparece como um convite novo, fruto da abstinência a coisas concretas e da renúncia ao supérfluo, à partilha como fruto da conversão. Trata-se da Renúncia Quaresmal ou Contributo Penitencial.

Atentos às necessidades da Igreja Universal e da Arquidiocese, determino que esta partilha reverta a favor das seguintes iniciativas:
1) Finalidade da Igreja Universal
1.1) Temos dois Sacerdotes Diocesanos, enviados em missão, em Moçambique. Queremos estar com eles e vamos colaborar na reabilitação/construção da Casa Paroquial de Ocua, onde se encontra a trabalhar o padre João Miguel Torres Campos, e para o Apoio Pastoral e Social da Missão de Chiusé, com a frequência de 711 crianças dos 3 aos 5 anos, onde trabalha o padre Jorge Filipe Vilaça Barbosa;
1.2) São muitos os pedidos de ajuda que chegam à Conferência Episcopal Portuguesa. Em Assembleia Plenária, os Bispos de Portugal decidiram criar um fundo de Solidariedade para responder a solicitações que de todo o mundo vão chegando. Disponibilizaremos, para isso, uma parte.
2) Finalidades da Igreja Diocesana
2.1) Situados em contexto diocesano, continuo a privilegiar a Casa Sacerdotal, em fase de conclusão, solicitando e agradecendo a todos - Sacerdotes e Leigos - o interesse por este espaço de tranquilidade sacerdotal. A generosidade de muitos impele-me a testemunhar a mais profunda gratidão e a acreditar que conseguiremos terminar este projecto tão necessário;
2.2) São muitas as comunidades paroquiais que se envolvem em obras de restauro ou construção de novas igrejas. Para apoiar essas comunidades, iremos, a partir deste ano, criar um Fundo para o qual destinaremos sempre uma parte do Contributo Penitencial.

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