Arquivo: Edição de 11-02-2005

SECÇÃO: Generalidades

A Revelação de Deus

Eu tenho vários relógios. Estou capacitado a mexer em algumas peças para acertar as horas, dar corda ou colocar bateria. Com os automóveis, electrodomésticos e todas as invenções, não me posso aventurar a abrir para consetar, porque não sei e deixo tudo pior do que estava. Mas os inventores e seus alunos sabem!
Desde o passado longínquo, a espécie humana compreende, pela lógica e pela razão, que existe um criador da terra, dos animais, plantas, estrelas; enfim. - do Cosmos. Perante as cátastrofes, as doenças, os acidentes, perigos e guerras e morte, o homem busca protecção, consciente da sua limitação e fragilidade. Começam os primeiros rudimentos de fé, crença, adoração, petição, de onde possa obter auxílio. E leva isto tão a sério, que desenvolve mitos, rituais diversos, com sacrifícios de animais, de homens, de mulheres e crianças, até bébés. As crianças, pela sua pureza, pela dor que os pais sofriam ao matar os filhos, e a dor das tribos, eram vítimas preferenciais, tidas em alto preço para chegar aos deuses e reverter em protecção, vitórias nas batalhas e curas. Eram os tempos negros do espírito em que a Humanidade andava errante.
Eis porém, que um homem de nome Abrão, iluminado, inaugura a era monoteísta, declarando que DEUS está acima da Sua criação; é o DEUS do Céu, Espírito e Vida, e nunca coisa criada. Muda de terra, de nome - passa a chamar-se Abraão - a quem DEUS promete uma descendência tão numerosa como as estrelas do céu. Aqui se delineia uma doutrina que passa pelos profetas até JESUS CRISTO, a Igreja, até aos nossos dias. Começa aqui a entender-se o sentido de toda a Criação, a promessa da Redenção e o sonho da imortaliddae. Uma dourina que dignifica o homem, a mulher, os pais e os filhos, explica DEUS na prespectiva do Pai mais bondoso que possa existir. Nesta doutrina são proibidos os sacrifícios do paganismo e todos os sacrifícios eram de animais, que na maior parte das vezes serviam de banquete para todos os que se dirigiam ao templo. Era a festa de DEUS, o banquete do Seu Povo. Profecias, sinais, prodígios, a libertação da escravatura do Egipto, com mão poderosa, promessas, bençãos e castigos. Foi assim que DEUS conduziu o povo de Israel, preparando-o para a vinda do Messias, o Ungido, o Emmanuel - DEUS connosco.
Do convívio fronteiriço com tribos pagãos, o povo de Israel, muitas vezes copiava os seus rituais, magias e bruxedos, e de forma vacilante, às escondidas, havia quem cometesse o crime de sacrificar crianças em adoração aos deuses da mitologia pagã. Os profetas pregavam pelas ruas e anunciavam castigos divinos. Este povo foi muitas vezes humilhado, vencido, deportado, mas sempore com sinal de esperança, pois, apesar de tudo, Deus prometia-lhes que os reconduziria à sua terra. Eram castigos temporários que preparavam novas vitórias. “O DEUS do céu” era a designação dad pelos pagãos ao DEUS de Israel, que era muito temido. A confusão, o medo, o de sejo de estar protegido a vários níveis (por DEUS) e pelas figuras da mitologia pagã, levava a situações de dupla e confusa religiosidade. Isto continua nos nossos dias, quando muito (suposta) boa gente, vai à Igreja todos os dias e a seguir pega em roupas e pertences diversos de outra pessoa ou dela própria e vai a bruxos fazer trabalhos e despachos, para casar e descasar filhos e filhas amantes e outros, com recurso a arranjos diabólicos. Tais casos são origem de grandes pertubações espirituais, físicas e psíquicas, incluindo a possessão diabólica. Em muitos casos não passa de burla que não atinge os objectivos, ou estes não surtem efeito, mas noutros casos dão estragos irreparáveis. A marginalidade da bruxaria é vista por cientistas e até padres, numa concepção modernista, como coisa de vigarice e crendice sem importância. Enganam-se e enganam os outros. A maior razão da ira divina sobre o povo de Israel, eram precisamente os cultos pagãos, com adoração de imagens (muito aberrantes), sacrifícios humanos, canibalismo, prostituição (chamada sagrada, nesses cultos), etc. E quando os profetas falavam ao povo, muitas vezes recebiam insultos, pancada a até morte. DEUS cumpria as profecias.
Na Bíblia estão perfeitamente identificados os demónios; ferozes inimigos da espécie humana, manhosos, e sendo espíritos puros (angélicos, decaídos), são portadores de uma inteligência que nos ultrapassa e facilmente engana. Como são manhosos, provocam a nossa destruição pelas nossas próprias mãos, pois trabalhando o intelecto, pela tentação, medo e todas as formas de nos fazer inimigos de nós próprios com condutas destruidoras (álcool, droga, vícios diversos, como jogo, prostituição, adultério, etc, violência nas famílias, vizinhos, e na terra, com as grandes revoltas sociais e as guerras. Toda a magia faz o reconhecimento da existência e acção de espíritos do mal. Dizia Sto. Agostinho, que se DEUS desse toda a liberdade aos demónios, ninguém ficaria com vida.
Quando nos deparamos com catástrofes naturais, guerras humanas, doenças e fome, duas questões se nos põem:
- Porque razão DEUS permite as revoltas dos homens e da natureza?
- Porque temos de morrer?
Podemos e devemos melhorar o mundo: O futuro a DEUS pertence. Todas as formas de conhecimento e ciência, são incompletas. Não temos capacidade de alterar a Revelação, sob pena de não a entendermos, nem de nos aceitarmos em convivência pacífica.
A diversidade de leituras da Bíblia e a consequente formação de religiões e seitas, deixa o cidadão à deriva. Outras doutrinas e religiões não cristãs também originam estas perguntas básicas. Num ponto há unidade: - existe DEUS, o Bem, os espíritos do mal e o Mal. Apenas o cristianismo é portador de uma doutrina ensinada e testada pelo próprio DEUS, aquando da Sua visita à terra na forma humana em JESUS CRISTO. Este tesouro espiritual tem dado ao mundo milhares de santos conhecidos e desconhecidos; um infinito mar de boas obras em favor dos necessitados e na pacificação do mundo.
É urgente perceber, aprofundar e mostrar ao mundo este grande mistério.

PAZ E BEM

José M. Martins Machado

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