Arquivo: Edição de 20-12-2019

SECÇÃO: Região

Pe. Mário Marques Sá Carneiro | 1928-2019

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Em 27 de novembro de 2019, faleceu na Casa Sacerdotal São Martinho de Dume, da arquidiocese de Braga, o padre Mário Marques Sá Carneiro.
Nascido a 2 de dezembro de 1928 na freguesia de Santa Maria de Airão, concelho de Guimarães, e ordenado sacerdote em Braga, a 17 de dezembro de 1955, todo o percurso pastoral e apostólico do padre Mário se desenvolveu no arciprestado de Guimarães e Vizela. Os sete anos da reta final da sua vida passou-os na Casa Sacerdotal, onde exerceu o ministério de forma diferente mas igualmente útil à Igreja, porque configurado com Cristo no sofrimento e na dor.
Após a ordenação sacerdotal, o padre Mário Marques Sá Carneiro foi integrado na equipa sacerdotal da paróquia de Nossa Senhora da Oliveira, Guimarães, cabendo-lhe, de modo especial, o serviço de capelão do Asilo (hoje, Lar) de Santa Estefânia e da igreja da Irmandade da Venerável Ordem Terceira do Carmo. Em 1959, foi enviado para as paróquias de Santo Estevão de Briteiros e São Cláudio do Barco, tendo, logo, à entrada, a alegria de acompanhar ao altar dois jovens desta terra recém-ordenados, José Arnaldo da Silva Monteiro Fernandes e José das Neves Machado. Nos 22 anos de ação pastoral nestas duas paróquias deixou a marca de zelo pela remodelação das respetivas igrejas e outras estruturas e formação da juventude. A partir de agosto de 1981 até julho de 2003, foi a paróquia de Silvares o novo campo de ação, onde o padre Mário pôde prolongar toda a sua experiência pastoral, deixando na memória dos paroquianos a marca de um pastor simples, afável e generoso. Em 2003, claramente abalado na saúde e capacidades, passou a residir na sua casa da quinta de Menaco em Santa Maria de Airão e, depois, na referida Casa Sacerdotal. Aqui, teve acolhimento e encontrou o melhor ambiente que a sua condição bem mereciam.
O padre Mário era, de verdade, um sacerdote bom, desprendido e generoso; teve a sabedoria de saber distribuir em vida os seus bens, valendo a muitas situações precárias e repartindo os bens imóveis pela sua querida paróquia de Santa Maria de Airão e pela arquidiocese de Braga. Certamente, estas duas entidades não se esquecerão de dar visibilidade à sua memória.
O Senhor, que prometeu dar cem por um, o tenha na glória do seu reino.

Mons. José Maria

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