SECÇÃO: Generalidades

COISAS SIMPLES, OU NÃO! (75)

Mundo maluco

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Passaremos a ter na Assembleia da República o representante de um novo Partido político que, avisou já os portugueses de que uma das suas metas é o fim das aulas de religião e moral nos Estabelecimentos de Ensino. Esta voz do deserto, este minúsculo ser junto dos seus pares - que têm mais que fazer e em que pensar para bem dos portugueses - não o preocupa a pobreza real e a envergonhada, os ordenados mais justos, a reposição das pensões a todos os aposentados do Estado, “a dívida do Estado” aos ex-combatentes do Ultramar e a paz social que todos desejam, etc.
Esta voz do deserto, repito, é a prova provada de que está no mundo português, mas não vive nele. Este representante do novo Partido, alinha nos sonhos do ateísmo, nas vias do populismo e da frustração e procurará nadar nas águas fétidas que combatem a verticalidade, a seriedade, a cultura do seu país, a honra e o respeito pelas ideias ou ideais dos outros.
Estes activistas, a quem não lhes chamo de políticos, são os tais que deviam viver nos países Leninistas, Trotskistas, Tsé- Tunguistas ou de Kin’s Jong-Un´s, pois são os lugares onde o povo tem de comer e calar. Esta gente, estas vozes do vácuo, são os candidatos a poderosos do mundo, a fabricantes de ideias demoníacas e não a fabricantes de pães e de liberdade. São a vergonha da civilização, o travão do respeito por ideias civilizadas, são a antítese do Bem-Comum e os que matam as sociedades pela sufocação.
O Mundo, parece já não ter o juízo todo! Há ideais aberrantes, há mentira organizada, há o rechaçar ou o garrote de quem pensa e de quem luta e admira a liberdade. Há os industriais rapaces do dinheiro, os invejosos sem escrúpulos e o que ainda é pior: há aqueles que dizendo-se defensores da cultura e da educação, passam o tempo, na prática, a desviá-las de quem quer cultura, ser sério e honrado.
Os idealistas rasteiros, que mais parecem seguir o Demo, escondem a verdade, tal como as farmácias e laboratórios escondem o veneno. Escondem-na por sujas políticas, por conveniências ao serviço de forças que só eles conhecem, porque pagos para isso. Assim sendo, como é possível os cidadãos, terem de pagar através dos seus impostos ideias ou acções que lhes são adversas, que são contrárias à sua cultura ou ao seu modus vivendi? Não será verdade que são cidadãos obrigados a comer aquilo que seus estômagos rejeitam?
Não sou tão velho que tudo saiba ou que pense nada mais aprender, nem tão novo que pense (ainda) poder endireitar o mundo maluco que temos de ruminar. Todavia, desde que me conheço nunca aceitei ou aceitarei ser uma peça de adorno ou pessoa que me deixe garrotear por mãos sem dedos, por pernas que caminham ao contrário ou por cegos que não lêem o Mundo e que dele beneficiam.
Logo, os cristãos e a Igreja, com a mensagem do Nazareno em todos os cantos do Mundo – “mesmo que seja em cima dos telhados” – tem de catequizar, dar aulas de religião e moral, uma vez que é triste ver triunfar as nulidades, ver prosperar a desonra, ver crescer a injustiça, e ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus. É que qualquer homem, por tudo isso que o mundo constrói e impõe, chega a desanimar-se da virtude, a rir-se depois da honra e até pode passar a ter vergonha de ser honesto.
É verídico: o Mundo está ou é maluco! O Cristo dos Evangelhos aceitou fisicamente estar no meio dos homens, neste Mundo a quem Ele ouviu seus gritos. Veio porque sabia que o Mundo precisava de acordar. Veio porque o Mundo precisava de ser mais justo e onde o amor entre todos os homens era indispensável. Ensinou, pregou, testemunhou o amor a todos os homens e, por tanto ser e fazer, morreu pelas mãos dos homens. Quem não aceita a beleza das mensagens e das afirmações do Nazareno? Só os empedernidos, os facciosos, os vendidos a interesses organizados e, os frustrados é que não vêem o que Cristo fez, e os surdos nada querem ouvir.
Quem não admira um homem educado, bom profissional, bom chefe de família, verticalizado, sério, honrado e justo para com os outros? Todos estes ensinamentos se incentivam e se explicam nos bancos da catequese, nas aulas de religião e moral, tendo como fonte os Evangelhos, ensinados e propagados pela Igreja que o próprio Cristo fundou. Já dizia o Cardeal John Henry Newman: “Para o conhecimento de Deus, o que é verdadeiramente fundamental é conhecer a Igreja. É aí que o rosto de Cristo está verdadeiramente revelado”.

(P.S. O autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico)

Por: Artur Soares
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