Arquivo: Edição de 20-09-2019

SECÇÃO: Generalidades

COISAS SIMPLES, OU NÃO! (74)

Defeitos da normalidade

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Se um Mestre, qualquer que seja a profissão que exerça, não ensinar aos outros mais do que aquilo que aprendeu, é um profissional normose, isto é, tudo que ensina é dentro da normalidade: não é diferente, utiliza a regra, o conhecido. A normose, pode ser por isso um defeito individual ou ser defeito colectivo. Há quem não saia dos costumes, do conhecido e tem então o defeito da normalidade, do banal, e que é sentido pelos outros, praticando – sem que dê por tal – a normose.
Mais: a normalidade (normose) por defeito, entre outras, pode acontecer de uns não ensinarem tudo o que sabem aos outros, de outros ainda não praticarem o que ensinam e, pior ainda, o grau máximo da normose por defeito, é sentir necessidade de saber mais para ser normal e, demitir-se de perguntar a quem sabe.
Desde que me conheço, em Portugal só dois acontecimentos fugiram à normalidade: foi António Costa matar o resultado das eleições legislativas de Outubro de 2015, e ser primeiro-ministro não eleito. Outro acontecimento de fuga à normalidade, foi sindicatos e Partidos de extrema-esquerda suportarem tal Governo não eleito e, todos, “deixarem de ser quem eram”: Marxistas, Leninistas e Trotskistas.
Pelo que, entendo que fugir à normose, ao simples ou ao banal, é por exemplo diminuir a fome, derreter a dívida pública de 257 mil milhões que esmaga, repor o total das pensões dos funcionários do Estado que auferiam em 2010, travar o crescimento de rapaces, dar guerra aos madraços e acabar os infernais privilégios de milhares, fortalecer a classe média e haver justiça social nos lucros criados, provenientes do mundo do trabalho.
Não somos retardados nem inocentes. Sabemos que nem todos, ou um povo, tem facilidades de fugir ao normal, à normose, para bem-ser ou bem-fazer. É preciso coragem, entrega, determinação, sacrifício, verticalidade e, em tantos casos é necessário ser-se herói, para se ser diferente. E conhecemos lideres que foram diferentes, heróis, quer na política, quer na vida religiosa. Os primeiros estão na história e os segundos, na história e nos altares.
Finalmente, recordemos, ninguém terá dúvidas, de que o cristianismo – desde Cristo gerado e nascido para a vida pública - foi desde o início até aos nossos dias, o único acontecimento diferente que não teve normalidade. Rigorosamente, ainda hoje não é considerado uma coisa normal e, até a mensagem cristã, está além de todas as normoses: acontecimento que há mais de dois mil anos mantém paixões, seguidores e mártires.

(O autor não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

Por: Artur Soares
(soaresas@sapo.pt)

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