Arquivo: Edição de 20-09-2019

SECÇÃO: Informação Religiosa

Padre Joaquim Pimenta Rodrigues

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Na madrugada de domingo, dia 18 de agosto, faleceu no hospital da Senhora da Oliveira, Guimarães, o padre Joaquim Pimenta Rodrigues.
Desde há muitos anos que era frágil o seu estado de saúde, circunstância que o levou a aceitar, há precisamente dez anos, a substituição do cargo de pároco de Santo Estêvão de Urgezes.
Nascido a 17 de outubro de 1934, em São João de Ponte, Guimarães, foi ordenado sacerdote a 27 de setembro de 1959 por D. António Bento Martins Júnior.
Após a ordenação foi enviado para Santa Maria de Veade, do arciprestado de Celorico de Basto. Oito anos depois, em 1967, veio para Urgezes, onde o esperava uma tarefa complicada e difícil, sobretudo com o processo de construção da igreja nova. O seu caráter discreto, mas muito determinado, haveria de contribuir para vencer e ultrapassar obstáculos, que de facto eram muitos, e acelerar o ritmo dos trabalhos até ao produto final, a inauguração da linda igreja.
Todavia, a sua ação imprimiu outras marcas interessantes. O seu espírito escutista e ardor apostólico foram armas utilizadas para o desenvolvimento da pastoral juvenil, para um Movimento de Catequese exemplar e harmonia invulgar na Liturgia com a preparação de acólitos e de um bom grupo coral. Era notório também o seu cuidado pelos pobres e doentes.
Em setembro de 2009, ano em que celebrou as bodas de ouro sacerdotais, por motivos de saúde, deixou Urgezes, mas não pôs ponto final na sua carreira: aceitou o cargo de capelão da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, instituição que vinha servindo já, desde 1987, como capelão do Lar da Raínha D. Leonor. Nesta nova experiência e com igual disponibilidade perante tantas solicitações que lhe eram feitas para serviços ministeriais, a sua resposta era sempre alegre e afirmativa.
O funeral do padre Joaquim Pimenta Rodrigues, presidido pelo bispo auxiliar de Braga, D. Nuno Almeida e duas dúzias de sacerdotes concelebrantes foi uma invulgar manifestação de carinho. Decorridos dez anos, o povo de Urgezes, espontaneamente, prestou-lhe, com presença massiva, a homenagem que ele merecia. E a Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães foi exemplar nas honras que prestou ao seu capelão.
Que descanse em paz.

L.C.

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