Arquivo: Edição de 20-09-2019

SECÇÃO: Região

Paróquia de Nossa Senhora da Oliveira na atualidade

Até 21 de maio de 1967, os limites da paróquia de Nossa Senhora da Oliveira coincidiam com os da freguesia de Oliveira do Castelo.
A criação da paróquia de S. Dâmaso pelo arcebispo D. Francisco Maria da Silva, nessa mesma data, determinou a participação das paróquias de Nossa Senhora da Oliveira, S. Pedro de Azurém, Santa Marinha da Costa e São Romão de Mesão Frio com áreas periféricas, as quais vieram a constituir precisamente esta nova circunscrição eclesiástica, autónoma e independente. A paróquia de Nossa Senhora da Oliveira cedeu toda a área delimitada pela rua D. Urraca, Padre António Caldas, Travessa da Arcela, Rua da Arcela e Campo de S. Mamede.
A igreja da Colegiada, monumento nacional, é a matriz, a igreja paroquial de Nossa Senhora da Oliveira.
A paróquia conta com mais duas igrejas: a igreja de S. Miguel do Castelo, monumento nacional e a igreja de S. José do Carmo, propriedade da paróquia de Nossa Senhora da Oliveira.
Existem na paróquia da Oliveira as seguintes capelas: capela das Trinas, pertencente à Santa Casa da Misericórdia; capela de S. Crispim, propriedade da Irmandade de S. Crispim e S. Crispiniano e capela de S. Nicolau, propriedade da Irmandade de S. Nicolau. Propriedade da paróquia são as capelas da Senhora da Guia, Santa Vera Cruz e Santa Luzia, na rua Francisco Agra. Este património edificado tem o apoio de outro património de inegável valor, as associações de fiéis, irmandades e confrarias: Irmandade de S. Crispim, Irmandade de Nossa Senhora da Guia e Senhora da Agonia, Irmandade de S. Nicolau, Irmandade de Nossa Senhora do Carmo.
A Irmandade de Nossa Senhora da Oliveira e Confraria do Santíssimo Sacramento são as mais responsáveis pela visibilidade do culto e festas da Colegiada.
Contígua à igreja da Colegiada estão as instalações do Centro Pastoral D. António Bento Martins Júnior, cuja valência com mais notoriedade é o Patronato de Nossa Senhora da Oliveira. Aqui funciona a residência do pároco e a sede da comunidade religiosa da Congregação Aliança de Santa Maria: instalações para o desenvolvimento das diversas atividades pastorais, designadamente a Catequese e reuniões das associações de fiéis e Legião de Maria; biblioteca; arquivo e museu; auditório apto para teatro , cinema, folclore e escola de música; serviço de atendimento social/Conferência Vicentina. No Patronato funciona o estabelecimento de ensino pré-escolar e o catl-centro de atividades de tempos livres e, dentro em breve também uma creche, como esperamos. Desde sempre aberto para atividades arciprestais, ultimamente foi celebrado com o Conselho Arciprestal um acordo de reformulação dos anexos do auditório e do primeiro andar sobre o mesmo.
A paróquia de Nossa Senhora da Oliveira tem consciência de ter prestado, nos últimos tempos, serviços relevantes de caráter social, cultural e educativo, especialmente com a celebração de dois protocolos com a associação de Apoio à Criança e o Núcleo de Guimarães do Corpo Nacional de Escutas (CNE), cedendo o direito de superfície relativamente ao edifício da rua de Santa Maria, nº 44 (Casa do Sequeira) e da Quinta de Santa Catarina, na Penha (Colónia de Férias João Paulo Mexia) de que resultou a Casa da Criança e o Centro Escutista da Penha.
Dispõe ainda a paróquia dos seguintes imóveis: uma casa de rés-do-chão e andar na rua Comendador Joaquim de Sousa Oliveira e quatro habitações na Penha, formando a designada Aldeia do Arcebispo em homenagem ao arcebispo D. Francisco Maria da Silva, o qual, em junho de 1974, como voto do Congresso Eucarístico Nacional, então celebrado em Braga, sugeriu que em todas as paróquias da arquidiocese se construísse pelo menos uma casa como proposta e exemplo da Igreja para vencer a crise da habitação social.
Quanto ao património religioso, cultural e artístico que resta, após todas as vicissitudes que sofreu a Colegiada, sobretudo a partir de meados do século XIX, segundo o inventário realizado entre 2002 e 2005, pelo Museu de Alberto Sampaio, a paróquia conserva 1619 peças, sendo 93 de ourivesaria, 524 de têxtil, 142 de escultura, 7 de pintura, 5, de cerâmica, 181 vidros e 581 de diversos tipos. Inventariada foi também a biblioteca e o arquivo morto, distribuídos por quatro salas.
Todas estas referências, dados e números deverão ser considerados não propriamente expressão dum passado, mas como estímulo e suporte para salientar um outro património, incomparavelmente mais importante, que são as pessoas.
Com toda a modéstia e humildade, gostaria de partilhar com toda a comunidade paroquial e vimaranenses em geral, um sentimento que, nesta ocasião de passagem de testemunho, me domina: que todos nos demos as mãos para que toda a visibilidade aqui expressa, seja instrumento para “mexer” com toda a espécie de obstáculos à imagem duma comunidade de fé e responsável. Mesmo que poucos e porventura incompreendidos, urge enfrentar a apatia, indiferença, comodismo e resistência de tantos para que impere a Esperança e, aqui, nesta família de famílias seja manifesto o caráter essencial da Igreja, esposa de Cristo: sinal e sacramento de salvação.
Guimarães, 15 de setembro de 2019

Mons. José Maria Lima de Carvalho

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