Arquivo: Edição de 22-02-2019

SECÇÃO: Informação Religiosa

Nos caminhos da Páscoa

Para os cristãos a Páscoa é a rainha das solenidades, o expoente máximo da celebração da fé, do Mistério Pascal de Jesus. Tão grande que muito especialmente no domingo é celebrado o dia por excelência, o dia do Senhor.
A Páscoa de Jesus mudou uma figura, muito expressiva para os judeus, em realidade nova e eterna: ao comemorar com os discípulos, pela última vez, a libertação prodigiosa da escravatura do Egito, Ele inaugurou a Nova Aliança selada com o Seu sangue. A Igreja, através do seu calendário litúrgico, rodeia a solenidade da Páscoa de um tempo longo de preparação, Quaresma, e dedica também um período de sete semanas, de ressonância festiva, o Tempo Pascal.
O contexto religioso da Páscoa poderá ser aceite como verdadeiro dom para todas as pessoas, independentemente das suas crenças religiosas. De verdade, pensando bem, todos sentimos no dia a dia aquilo que mais ou menos conscientemente anda associado à Páscoa: naquela, na páscoa cristã, vitória de Cristo sobre a morte e garantia da nossa própria ressurreição; no desenvolvimento normal da vida, um sentimento constante de superação, um desejo irreprimível de felicidade e a necessidade de lutar contra quaisquer obstáculos que impedem a conquista dos grandes objetivos da nossa existência. Por isso, fácil é reconhecer que um sentido de páscoa constantemente nos atrai. Em todas as idades, querer mais e melhor, crescer com vista a horizontes mais reconfortantes, atingir a saciedade plena, é ímpeto que sempre nos acompanha. A experiência da vida, por outro lado, leva-nos a tomar consciência de forças contrárias, dos passos atrás e de tantas recusas àquele sentimento ínsito na própria natureza.
É tempo, pois, de considerar que urge dar prioridade, ou melhor, empreender a descoberta da nossa própria essência, seres dotados de inteligência e vontade, para aproveitar e seguir o ritmo de páscoa na vida. Corrigir o erro e também ousar subir a patamares mais elevados é um desafio que vale a pena encarar sem tréguas. Acreditar ainda que tudo isto é chamada a uma atitude de conversão permanente e que muito por via desta mesma disposição é que alcançamos a paz.
Orgulho, preconceitos, cobardia e respeitos humanos são inimigos a abater sem piedade, para recuperar a limpidez do espírito e dar-lhe capacidade de iluminar as realidades do nosso mundo.
Necessário é também seguir a estratégia de ter coragem de parar, saber perder para ganhar alento e força contra toda a espécie de tentações, seja qual for a sua origem. E, se nos abrirmos à ação da graça divina, então a estratégia transforma-se em certeza infalível de vitória. Já mesmo na proximidade da Quaresma, faz todo o sentido encarar com toda a seriedade a questão da páscoa permanente na vida até à páscoa final, a passagem das contingências do tempo para a plenitude da felicidade.

Lima de Carvalho

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