Arquivo: Edição de 21-12-2018

SECÇÃO: Generalidades

NATAL JESUS

Para ti o que é o Natal; quem é Jesus, são perguntas que se ouvem com frequência, à maneira de colher opiniões sobre mais um acontecimento ou uma pessoa que o calendário regista e que carrega um impacto maior ou menor na sucessão dos dias e das estações. E quase sempre acontece também que são os sinais exteriores, do facto ou da pessoa em apreço, também eles apreendidos com muita subjetividade, que resultam em respostas fabricadas, quantas vezes, por sentimentos misturados com alguma imaginação ou mesmo interesse ou utilidade muito pessoal. O produto duma síntese assim dificilmente corresponderá à verdade inteira, porque ficou para trás, por vezes, uma análise objetiva e séria.
Aceitar o desafio de responder àquelas duas questões “para ti o que é o Natal; quem é Jesus” exige o exercício de meditação e reflexão abertas totalmente às fontes donde jorram verdade e graça. (É claro que falamos do Natal celebrado num contexto cultural cristão). Elas são muitas; vejamos apenas o que nos diz o evangelho e, na referência a Jesus, Filho unigénito de Deus que encarnou no seio da puríssima Virgem Maria, encontraremos também a resposta sobre o que é o Natal, o Nascimento incomparável, que comemoramos.
Assim, diz São João no prólogo do seu evangelho
No princípio existia o Verbo;
o Verbo estava em Deus;
e o Verbo era Deus.
No princípio Ele estava em Deus.
Por Ele é que tudo começou a existir;
e sem Ele nada veio à existência.
Nele é que estava a Vida
de tudo o que veio a existir.
E a Vida era a Luz dos homens.
A Luz brilhou nas trevas,
mas as trevas não a receberam.

O Verbo era a Luz verdadeira,
que, ao vir ao mundo,
a todo o homem ilumina.
Ele estava no mundo
e por Ele o mundo veio à existência,
mas o mundo não o reconheceu.
Veio para o que era seu,
e os seus não o receberam.

E o Verbo fez-se homem
e veio habitar connosco.

A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.
(Jo 1, 1-5; 9-11;14;18)

Neste último versículo, ficamos a saber que Deus, Trindade Santíssima, Pai, Filho, (Verbo, Palavra) e Espírito Santo, Essência única, é uma família. Esta família divina projetou-se, pelo Verbo que encarnou, na família humana e, assim, o Filho de Deus, passou a ser também o Filho do homem, Jesus, como Ele próprio se autorrevelou. Este mistério é proclamado no evangelho deste modo: o anjo Gabriel, mensageiro do Céu, comunicou a Maria os desígnios de Deus:“Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.» (Luc 1, 31-33); “E, quando eles ali se encontravam (em Belém), completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria.” (Luc 2, 6-7).

Também José, esposo de Maria, foi escolhido, antes de coabitarem, para completar o quadro da família humana de Jesus. O mistério da conceção virginal de Jesus foi-lhe revelado assim: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» (Mat 1, 20-21)

“Quando se completaram os oito dias, para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus indicado pelo anjo antes de ter sido concebido no seio materno.” (Luc 2, 20-21).

É esta essência do Natal: o Verbo de Deus encarnou; Jesus Filho de Deus e de Maria, é, por isso Deus e Homem: é o nosso salvador.
O Natal, em cada ano, deverá ser a repercussão do anúncio dado pelo anjo aos pastores: “anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo”. (Luc 2, 11-12)

Lima de Carvalho

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