SECÇÃO: Região

Penha 2018 | Comunidades missionárias

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Recomeçar e retomar a caminhada são dimensões de todos os anos no dia da peregrinação arciprestal de Guimarães e Vizela ao santuário da Penha.
No passado domingo, dia 9 de setembro, teve lugar a 125.ª Peregrinação sob o lema “Com Maria, nossa MÃE, construímos a ESPERANÇA”.
Na manhã do domingo milhares de peregrinos, das 77 paróquias do arciprestado, caminharam até ao alto da Penha, numa manifestação de fé e louvor a Maria. A abrir a peregrinação seguiam milhares de escuteiros dos Agrupamentos do CNE de Guimarães e Vizela.
A oração e os cânticos de louvor ritmaram os passos e ajudaram a suavizar tão longa caminhada até ao alto da montanha da Penha.
A preparação prévia da peregrinação teve início no dia 1 deste mês, com a chegada da imagem da Nossa Senhora da Penha à igreja paroquial de S. Sebastião e a realização da Novena em sua honra. Na noite do dia 8, festa da Natividade da Virgem Maria, realizou-se a procissão de velas até à igreja de Nossa Senhora da Oliveira, que, na manhã do dia 9, abriu as suas portas para acolher os peregrinos e (re)começar a peregrinação.
O ponto alto da peregrinação acontece, em cada ano, com a celebração da eucaristia no recinto do santuário, novamente animada no canto litúrgico pelo Coro de dezenas de vozes dos diversos grupos corais paroquiais, com direção artística de Martinho Fernandes e ao órgão, o professor José Carlos Azevedo. Presidiu à celebração o senhor arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga, que deixou interpelações e propostas de vida dirigidas, especialmente, aos cristãos deste arciprestado:
“A missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso pôr do lado; não é um apêndice ou o momento entre tantos outros da minha vida. É algo que não posso arrancar do meu ser se não me quero destruir. Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo. É preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar. Nisto se revela a enfermeira autêntica, o professor autêntico, o político autêntico, aqueles que decidiram, no mais íntimo do seu ser, estar com os outros e ser para os outros. Mas se uma pessoa coloca a tarefa de um lado e a vida privada do outro, tudo se torna cinzento e viverá continuamente à procura de reconhecimentos ou defendendo as suas próprias exigências. Deixará de ser povo.” (E.G. 273)

Convido a que todos – sacerdotes e leigos – descodifiquem esta pequena frase “eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo”. Dando vida a esta ideia, testemunharemos a nossa admiração e simpatia pelo Papa Francisco. Muitos querem encurralar a sua mensagem em mundos sombrios. O percurso que, na fidelidade ao ministério petrino, está a procurar seguir é muito vasto e um paradigma para as nossas comunidades. Com o nosso apoio, e acolhendo a sua mensagem, a reforma da Igreja atingirá as pessoas e as estruturas. Mostremos a nossa comunhão e unidade com o Santo Padre.

A missão, como sabemos, não se esgota no estrito âmbito eclesial. Teremos, por isso, de agir com espírito missionário e permear com valores evangélicos a vida social, económica e política. A fé não perdeu a sua acutilância. Os cristãos é que perderam a sua militância. Mais do que nunca são necessários cristãos comprometidos nestes ambientes. A política é um campo de missão para os católicos e o princípio do bem comum deveria oferecer tempos novos sem cedências a clientelismos e intuitos meramente partidários. As empresas necessitam do fermento evangélico e os empresários e trabalhadores crentes podem criar ambientes de trabalho onde os direitos se aliam aos deveres e a dignidade humana é respeitada. Sabemos que a economia está a matar o compromisso dos cristãos gerarem um ambiente de comunhão. Peço, por isso, que não se deixem contaminar por interesses marcados pela avidez e por processos de corrupção que a todos deveriam escandalizar.

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Terminada a celebração eucarística seguiu-se a tomada de posse dos novos corpos gerentes, para os próximos três anos, da Irmandade de Nossa Senhora da Penha que fica com a seguinte composição:
Assembleia Geral
Presidente: Dr. Manuel Marcos da Silva; Secretários: Dr. Rui Vitor Poeiras Lobo da Costa; Dr. Carlos de Faria Malheiro Rodrigues.
Mesa Administrativa
Juiz: Manuel Gerardo Roriz Ferreira Mendes; Vice-Juiz: José Jorge Correia Lobo; Secretário: José Luís Atilano; Tesoureiro: Romão dos Santos Barbosa; Vogais: Eng. José Manuel Fernandes Antunes; Dr. Rui Armindo da Costa Freitas; Eng. Luís Miguel Salgado Fernandes.
Conselho Fiscal
Presidente: Eng. José Manuel Ferreira Gonçalves Arantes; Vogais: Dr. Vitor Manuel Galhardo Borges; Fernando Carmo Tavares.
Órgão de Vigilância
P.e Carlos Lopes de Sousa

A Irmandade de Nossa Senhora da Penha, todos os anos congrega à mesa as diversas entidades e individualidades que tomam parte na peregrinação. O juiz da Irmandade, Roriz Mendes, aproveita aquele momento de partilha e convívio para fazer retrospetiva das atividades realizadas e apresentar planos e projetos empreendedores na defesa e conservação da montanha da Penha, bem como o propósito de dignificar o santuário.
Na tarde do dia 9 de setembro teve lugar o Espetáculo Musical, com a participação do Rancho Folclórico da Corredoura, de Daniel Fernandes e Jorge Martins, acompanhados na Concertina por André Matos, para apresentar “A Penha contada e cantada”.

C. Silva

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