Arquivo: Edição de 27-07-2018

SECÇÃO: Generalidades

Opiniões que Valem
Quem disse? (118)

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Se a vivência pública de uma religião perturba os não-crentes, porque é que a ausência pública da religião não há-de incomodar os crentes? Será que o espaço público tem direitos de exclusividade? Pertencerá ele apenas aos não-crentes?;
Obriga a tua mão e o teu braço esquerdos a trabalhar tanto como a mão e braços direitos. Porque te hás-de desenvolver somente de um lado?;
É preciso que a tua vontade seja forte e constante. Se o não é, cultiva-a sem desânimo, e, de planta fraca e mal crescida, ela se tornará árvore bela de raízes profundas, de ramos fortes e de frutos saborosos;
Os lugares mais quentes do inferno estão reservados para aqueles que, em tempo de grande crise moral, optam pela neutralidade;
Procura aprender todos os dias, mas bem, a fundo, para não teres de voltar atrás. Não acrescentes ao teu edifício mais do que uma ou duas pequenas pedras de cada vez, mas fixa-as solidamente;
Apesar de todos os teus esforços encontrarás sempre inúmeras pessoas com mais cultura do que tu: não deves envergonhar-te de saber menos do que eles. Só deves ter vergonha disso, se a consciência te diz que tens malbaratado o teu tempo;
Quando se fazem esforços por uma vida mais intensa e mais nobre, sente-se na consciência ter-se colaborado não só com os mais sábios e melhores de entre os homens, mas também com o próprio Universo;
O homem perfeito não se limita a aperfeiçoar-se a si mesmo, detendo-se em seguida: para ser perfeito é preciso dedicar-se, também, a aperfeiçoar os outros. A busca da perfeição própria, é sem dúvida, uma virtude, mas aperfeiçoar os outros é uma ciência;
O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira todos os dias e todos os dias nos pagam com moeda falsa;
A presença de símbolos religiosos nos espaços públicos é um sinal de laicidade aberta. Já a sua remoção – ou proibição – configura uma sintonia de laicismo fechado. Quem é crente aceitará que símbolos não-religiosos coexistem com os símbolos religiosos. Porque é que os não-crentes não hão-de aceitar a coabitação entre símbolos religiosos e símbolos não-religiosos?

(O autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico).

Artur Soares
(soaresas@sapo.pt)

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