Arquivo: Edição de 25-05-2018

SECÇÃO: Região

Festivais Gil Vicente | 07-18 junho 2018

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De 7 a 16 de junho próximo, no Centro Cultural Vila Flor, nesta cidade, realiza-se a 31ª edição dos Festivais Gil Vicente, com duas estreias. “Pulmões”, a 7 de junho, de Luís Araújo, expõe-nos uma geração que faz da incerteza um modo de vida.
Segue-se “Retábulos”, a 8 de junho, a nova peça do Teatro Oficina que leva a cidade para cima do palco.
O elenco escolhido para mais esta investigação da arte do teatro são os alunos das Oficinas do Teatro Oficina, pessoas dos 8 aos 64 anos que, desde outubro de 2017, decidiram durante o seu dia a dia fazer teatro.
A primeira semana dos Festivais Gil Vicente fica concluída com “Se Eu Vivesse Tu Morrias”, a 9 de junho, um espetáculo de Miguel Castro Caldas & Lígia Soares, Miguel Loureiro e Tiago Barbosa, Filipe Pinto, Gonçalo Alegria e Salomé Marques, que explora um dos limites do teatro: o texto, que é entregue ao público no início da peça.
Na segunda ronda, Tónan Quito traz uma história de amor. “Casimiro e Carolina”, a 14 de junho, de Horváth, fala sobre as sequelas da crise de 1929, a fazer lembrar esta que ainda atravessamos.
Por sua vez, Estelle Franco, Mariana Ricardo, Masako Hattori, Paula Diogo e Sónia Baptista desafiam-nos a refletir sobre o modo como a memória opera nas nossas vidas em “Sobre Lembrar e Esquecer”, a 15 de junho. Realizada por cinco criadoras-intérpretes vindas de lugares e experiências distintas, esta é a primeira peça de uma trilogia, inspirada pelo livro “Les Formes de l’oubli” do antropólogo Marc Augé, que se completará com “A Estação de Outono” e “Paisagem”.
O elenco de espetáculos termina com “Perplexos”, a 16 de junho, de Cristina Carvalhal, uma peça em que a realidade parece estar constantemente a ser reformulada, raiando o absurdo.
O programa dos Festivais Gil Vicente completa-se com o Gangue de Guimarães que volta a ocupar (pacificamente) o festival, repetindo o formato inaugurado em 2017 – artistas em residência no Centro de Criação de Candoso e dramaturgos em oficina no Palácio Vila Flor. Este ano, os alunos e ex-alunos da Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho também se juntam ao programa de atividades paralelas, invadindo (e conquistando) o Espaço Oficina com uma mostra dos seus projetos.
Os bilhetes estão à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e na Casa da Memória de Guimarães (CDMG), bem como nas Lojas Fnac e El Corte Inglés, e via online em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt, pelo preço que varia entre os 5,00 e os 10,00 euros havendo a possibilidade de adquirir diferentes assinaturas para o festival. Os alunos que frequentam Escolas de Artes Performativas têm um preço especial de 4,00 euros nos espetáculos.

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