SECÇÃO: Generalidades

Depois do Natal…

Os ecos festivos da quadra natalícia ainda se fazem sentir um pouco por toda a parte com a tradição das reisadas ou, no mínimo, pelas campanhas de saldos patentes ao gosto, alguma necessidade, ou simplesmente tendência de possuir.
Nesta última época, ainda os sinais medonhos de terror vindos dos incêndios ocupavam as preocupações de muita gente e já o Natal se apresentava sob as mais variadas formas de anúncio como se tratasse de um ciclo temporal que se deveria potenciar ao máximo para obter os melhores resultados. A par do forte motivo, fazer festa, irradiar alegria, sentia-se a envolvência apelativa de consumo. Também, é verdade, era manifesto o despertar de nobres sentimentos de muitos, especialmente jovens, que se organizavam no sentido de angariar meios para criar condições para que as pessoas mais desfavorecidas pudessem sentir o calor do Natal; algumas empresas, as instituições de solidariedade social em geral e a Igreja de modo especial, procuraram ser fiéis à mística do Natal que é proclamar o Amor de Deus, que sendo rico, Se fez pobre a fim de que os homens se tornassem ricos. Por entre tanta dedicação e boa vontade, acreditamos que algumas pessoas souberam reconhecer que o Natal acontece todos os anos num dos picos altos do ritmo de vida de contemplação constante de Jesus que está entre nós e que, através de cada um, quer manifestar-se ao mundo.
Assim, o pós-Natal deverá ser vivido com mais energia, com espírito e ação de alegre notícia (evangelho); doutra forma, continuaremos à espera do Natal-mistério da Encarnação do Verbo de Deus – e seremos abrangidos pela denúncia do evangelista “veio para o que era seu e os seus não o receberam” (Jo. 1,11).
Por força do calendário, o Natal é a ponte que liga um ano que acaba a outro que começa. À semelhança do que acontece com a vida de todo o tipo de sociedades, desde a família, empresas, instituições até ao próprio Estado, que prestam contas das suas atividades e fazem os seus planos e orçamentos, tendo em vista, naturalmente, o enriquecimento e melhores condições de vida, também a vertente, que o Natal sobreleva, deverá ser considerada com igual interesse.
Então, depois do Natal… tudo deverá ser melhor em cada um de nós na relação com os outros; em muitos casos, deverá ser mesmo diferente. O dia a seguir ao Natal não pode ser, de forma alguma, um simples virar de página nem muito menos ressaca de exageros cometidos ou desilusão, provocada pelo materialismo da vida, de que tudo passa. Quem encontrou a Vida e se deixou inundar da Luz e da Paz só pode fazer uma coisa: viver estes dons como penhor de felicidade autêntica e acreditar que poderá ser também como uma estrela no meio da escuridão deste mundo.
Depois do Natal…, 2018 vai ser um ano excelente para quantos se dispuserem a ser eco permanente da alegre notícia, que é o Natal de sempre: o Verbo de Deus encarnou para nos salvar; para Se fazer ponte entre nós e o Pai.

Lima de Carvalho

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