SECÇÃO: Generalidades

Tríduo Pascal | Oferta única

Especialmente para as atividades académicas é fim de trimestre, tempo de avaliação, ocasião para a segunda pausa do ano letivo; para a generalidade dos setores da vida económica e social, a época da Páscoa é um acontecimento incontornável para fazer paragem mais ou menos prolongada. O turismo é um dos pratos da balança da ocupação do tempo, o qual se manifesta, durante estes dias, com um peso bem expressivo, em todos os domínios que atraem a mobilidade humana. Tudo para combater o stress, para recarregar energias, aliviar o espírito e também – há que dizê-lo – para, em muitos casos, satisfazer os apetites de prazer, fazer experiências, gozar a vida. E é assim que a tantas e tantas pessoas passa ao lado o caráter próprio desta quadra, cuja atração reside fundamentalmente no contexto religioso e de cultura cristã. Realmente, vista deste lado, os mesmos motivos, atrás referidos, estão patentes, sob o ângulo do enriquecimento espiritual, na celebração do mistério pascal de Cristo – Quinta, Sexta e Sábado Santo – o chamado Tríduo Pascal.
Encarando, aliás, esta realidade, como uma entre as múltiplas e variadas ofertas, esta é de certeza, a mais vantajosa, porque acessível a todas as bolsas e porque conduz suavemente à saciedade do espírito. Para obter o produto final basta saber parar, aproveitar algumas das inúmeras ofertas, a começar pela reflexão sobre os textos sagrados ou usando os meios veiculados pela comunicação social nesta matéria.

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Na Quinta-Feira Santa, deparamo-nos com o primeiro ato do Amor supremo de Jesus. Ele quis que sentíssemos perpetuamente a sua presença em nós, no mistério da Eucaristia, no qual Ele oferecendo-Se por nós ao Pai, se faz também alimento, medicina e penhor de vida eterna; realiza a vocação a que fomos chamados de sermos um só corpo, uma família verdadeira. E concedeu ainda que os seus discípulos fizessem memória em todo o tempo e lugar deste dom. O sacerdote, quantas vezes pobre, frágil e pecador, é portador das riquezas do mistério pascal de Jesus. Neste dia também promulgou a constituição pela qual haveriam de reger-se os seus fiéis, verdadeiros membros do seu Corpo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. No lavar os pés aos discípulos ficou definida a profundidade e símbolo de toda a sua doutrina e vida de amor. Esta prova de amor sem reservas consumou-a Jesus no drama sangrento que protagonizou, desde o fim da Ceia até ás três horas da tarde de Sexta-Feira Santa, morrendo pregado numa cruz. Viver em sentido de piedade a liturgia deste dia levará, com certeza, à purificação da memória e ao propósito de corresponder amorosamente à misericórdia infinita do Redentor. Na participação da Vigília Pascal na Noite Santa encontrar-se-ão preciosos ingredientes para experiências continuadas de alegria, pois que, na vitória do Ressuscitado, abriram-se as fontes da Salvação.
A “ponte” que muitas pessoas sonharam para estes dias, cujo saldo até pode ser negativo na avaliação de comportamentos menos dignos, afinal, existe, é segura e sacia plenamente: é Jesus, Pontífice (feito ponte) da Nova Aliança, único caminho para o Pai.
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Entre as propostas de destinos para passar a Páscoa não deixemos de considerar esta oferta.
Em Jesus Cristo, que é Luz e Vida, sentimos mais forte a projeção para a felicidade.
Votos de Santa Páscoa.

Lima de Carvalho

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