Arquivo: Edição de 29-05-2015

SECÇÃO: Generalidades

COISAS SIMPLES, OU NÃO! (40)

Saber ouvir

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Quando se ouve rádio ou se vê televisão, normalmente, de grupos, fala um de cada vez. Também acontece por vezes falarem dois ou três ao mesmo tempo e quem assiste, pouco apanha do que se diz. Pelo que, o ideal, o normal ou a forma de duas ou mais pessoas conversarem com sensatez, com uma certa finesse de comportamento é saber ouvir, é perceber no outro quando termina a sua história para se entrar no diálogo.
Tantas vezes, pelo menos em televisão verifica-se que enquanto um fala, outros tiram apontamentos para depois opinarem, darem a saber o seu ponto de vista. Assim deve ser.
No tempo presente, nesta sociedade inseridos, nesta correria louca de informações, de vendas, de compras e tantas confusões que agitam a sociedade, parece até que muitos têm medo de não ter tempo de dar opiniões, de expor os seus pontos de vista.
Outros, agitados pelos problemas ou por complexos de inferioridade ou de superioridade, não sabem ouvir os outros ou preferem abafa-los. Normalmente estas reacções verificam-se naqueles que têm medo da verdade, que não aguentam ouvir a verdade ou, pior ainda, pretendem esconder as suas culpas face à verdade.
Também no tempo que passa, vão existindo famílias que conseguem ter tempo de dialogar, de programar vidas, de rectificar vidas e, algumas famílias têm até um dia na semana em que se encontram para fortificar a amizade, o amor familiar. E estando-se atento aos perigos existentes que vivem paralelos com a falta de tempo para o diálogo, ter tempo para a família e saber ouvir em família, hoje, é de grande importância o diálogo, para que os filhos percebam as dificuldades dos pais – que podem ser diversas - e estes dos filhos, que podem também, além de diversas, serem complicadas.
Tantas vezes o diálogo familiar não existe ou pratica-se muito pouco devido a várias situações que a vida vai absorvendo. E se uns sabem ouvir, se sabem construir o diálogo, se o fazem com grande empenho e seriedade, outros podem existir que, além de pouco interesse no diálogo, o contestam, ou nada dizem, ou o tornam um caos, com grande dose de intolerância ou de pouco respeito por si mesmo e pelos outros. Tantas vezes, o diálogo na família torna-se insustentável, porque se berra e até termina, por vezes, em violência.
Jesus Cristo era um excelente ouvinte e excelente a responder, sem nunca perder as oportunidades e na devida hora. Certo dia os doutores da lei desafiaram-no com o seguinte pedido: “Declara-nos se Tu és o Messias”. Cristo, rapidamente respondeu-lhes: “ Se vo-lo disser, não acreditareis e, se vos perguntar, não respondereis”.
Logo, confirma-se que saber ouvir é tão importante como saber falar: como onde e quando!
P.S. Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo acordo ortográfico.

Por: Artur Soares
(soaresas@sapo.pt)

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