Arquivo: Edição de 10-04-2015

SECÇÃO: Generalidades

Miniférias da Páscoa

Vai crescendo o número de pessoas que têm oportunidade de, por ocasião da Páscoa, parar um pouco para relaxar, viver com intensidade um período de dois ou três dias, abstraindo das rotinas que cansam e desgastam. À volta desta realidade surgem também e cada vez com mais atrativo ofertas para todos os gostos: cá dentro ou noutras paragens; é só escolher. As atividades turísticas são reveladoras de capacidade inesgotável para garantir respostas de todo o género de preferências. Na variedade de programas sugerem-se destinos e produtos que possam corresponder à ansiedade irreprimível de tornar a vida diferente. Nesta correria acontece, quantas vezes, o paradoxo desgastante: afinal, a fruição de coisas novas e potencialmente agradáveis acabou por redundar em desilusão. É isso mesmo: quando a alma não comanda o ímpeto dos sentidos, o resultado, quando muito, terá apenas uma duração efémera.
Mas há também, de verdade, formas reconfortantes de gozar em cheio umas miniférias: aquelas que têm o selo autêntico e são característica da nossa cultura cristã. E é na celebração da Páscoa que se encontra a consubstanciação da energia que reduz satisfatoriamente os atritos que emperram a marcha no caminho para a felicidade. O chamado na liturgia Tríduo Pascal – Ceia do Senhor, Paixão e Vigília Pascal – poderá ser encarado mais do que uma simples oportunidade, um dom precioso para recarregar energias, reencontrar-se e sentir que a meta não só está ao nosso alcance, mas é certeza possuída.
Propositadamente a Igreja estabelece que o dia de Páscoa seja vivido ao longo de uma semana – semana da Páscoa – e o eco da alegria pascal, ressurreição do Senhor, se repercuta durante sete semanas – tempo pascal, assim como, ao longo do ano, no primeiro dia de cada semana, domingo, dia do Senhor, os crentes possam envolver-se no mistério da atualização da Páscoa.
Sobretudo para aqueles que se consideram cristãos e, portanto, discípulos de Cristo, mais: vocacionados a exprimir Cristo na vida e no seio da sociedade, aqui estão sugestões para procurar os melhores destinos, buscar produtos de excelência para manter em alta a Esperança de Paz e Bem.
No campo de perspetivas de felicidade faz pena como tantas pessoas, já mesmo experimentadas pelas contingências da vida, trocam os meios de crescimento da Fé por outras coisas que, embora sendo legítimas, não deixarão de ser secundárias. E também: o sentimento universal de solidariedade encontrará sempre nas “miniférias da Páscoa” algo absolutamente incomparável: o ponto de convergência e dinamizador de fraternidade.

Lima de Carvalho

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