Arquivo: Edição de 10-10-2014

SECÇÃO: Região

UNAGUI

4 de outubro, a concretização de um sonho
Há vinte anos na sede social da Assembleia de Guimarães ficou constituída com a posse dos seus Corpos sociais a Universidade do Autodidata e da Terceira Idade: uma resposta ímpar para as características da população sénior. Resposta singular porque surgia com uma nota bem clara e definida: proporcionar um envelhecimento ativo. Desde logo, por isso, se tornou necessária a criação de autonomia e de espaços para convívio e desenvolvimento de múltiplas atividades, nomeadamente a lecionação.
Assim foi que mais adiante através de protocolo celebrado com a Câmara Municipal e a Sociedade Martins Sarmento se instalou na Casa onde nasceu este patrono, ao Largo do Carmo. Porém, muito cedo se constatou que os constrangimentos de propriedade e do edifício em si eram obstáculo ao crescimento imparável da instituição. Desde há anos que, por isso, a Direção começou a empreender várias diligências no sentido de resolver aquele problema até que surgiu a oportunidade de aquisição do imóvel que foi sede social da Associação dos Viajantes e Técnicos de Vendas de Guimarães, à Travessa Padre António Caldas. Em menos de um ano, o edifício foi devidamente reformulado, assim como os espaços exteriores, e surge agora como coroa de tantos trabalhos e canseiras e sinal de vida e esperança para algumas centenas de seniores daquela Cooperativa Social e Cultural de Guimarães.
A data de 4 de outubro de 2014 ficará certamente como um marco indelével na vida da UNAGUI não só por completar 20 anos de existência mas ainda por significar a abertura de novos horizontes. Esta facto tornou-se acontecimento assinalável para o Associativismo de Guimarães. A presença do ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, dr. Pedro Mota Soares, D. Jorge Ortiga, arcebispo primaz, presidente da Câmara Municipal, dr Domingos Bragança, individualidades relacionas com a esfera do governo e da autarquia e ainda outros convidados especialmente representando associações e instituições do concelho e a alma da UNAGUI – associados e cooperantes – testemunharam em ambiente, todo ele solene, o início da nova fase de caminhada e desenvolvimento.

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Foi dada a bênção litúrgica a toda a realidade em causa – pessoas e instalações – pelo senhor arcebispo primaz. Na sessão solene, que se seguiu, o capitão José Inácio Teles de Menezes apresentou uma súmula de dados, que são a vida e também as preocupações da UNAGUI. Entre estas, a falta de legislação que permita contemplar a instituição, ao menos como um Centro de Dia, e a resposta do Instituto da Segurança Social de Braga.
Gastaram-se cerca de 700 mil euros, e aqui fica, disse ainda, o agradecimento a pessoas, empresas, associados e cooperantes, alguns com pedido de anonimato e também ao serviço voluntário de tantas e tantos para quem a UNAGUI é um segundo lar.
Ao presidente da Câmara Municipal deixou um agradecimento especial pela colaboração em serviços, designadamente de construção civil.
A palavra do ministro Pedro Mota Soares foi de enaltecimento da obra e dos serviços da UNAGUI e, de modo especial, de reconhecimento e louvor ao capitão Menezes. Deixou também a ideia de que, a nível da tutela, não poderá ficar como dantes e de que, no imediato, a instituição obterá resposta do Instituto da Segurança Social. Os senhores D. Jorge Ortiga e dr Domingos Bragança acentuaram a importância que a UNAGUI representa como património vivo de sabedoria para os mais novos e como desafio a todos(as) seniores para assumirem o papel importante, que lhes cabe, de serem sinal da esperança para a Sociedade. Na mesma linha esteve o representante da fundação Montepio, a qual ofereceu uma viatura à instituição.
O Coral da UNAGUI animou, com o brilho de sempre os diversos momentos da festa.

L.C.

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