Arquivo: Edição de 25-07-2014

SECÇÃO: Informação Religiosa

Ordenações sacerdotais | 20 de julho de 2014

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No passado domingo, dia 20, a cripta do Sameiro, encheu para a celebração da ordenação sacerdotal de quatro jovens da arquidiocese, sendo três deles naturais deste arciprestado de Guimarães e Vizela.
D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, à homilia, dirigindo-se especialmente aos jovens a ordenar e às largas dezenas de sacerdotes que concelebraram, a propósito da alegria do serviço, disse que :
É maravilhosa a nossa vocação só que implica atitudes muito concretas através dum estilo de vida exigente e coerente e, por isso, sempre em atitude de permanente conversão.
Quando nos acomodamos e trabalhamos dum modo meramente profissional, não somos verdadeiramente sacerdotes. Não somos um ofício a desempenhar. Somos um sinal duma vida mergulhada na terra mas tocada e tomada pelo divino que trespassa nossas vidas como exigência da vivência da fé. Em nós não podem existir dualismos: a fé por um lado e a vida por outro. Ser verdadeiramente cristão antes de ser presbítero é um desafio para todos. Sejamos coerentes e mostremos a alegria de ser fiéis.
No final da celebração o Arcebispo Primaz de Braga, agradeceu a ação pastoral de D. António Moiteiro, agora bispo de Aveiro e saudou o novo bispo auxiliar de Braga, D. Francisco Senra Coelho.
O agradecimento final foi direcionado aos pais dos jovens sacerdotes pelos sacrifícios feitos ao longo dos anos e pelo seu testemunho de vida.
O CONQUISTADOR, regista, em jeito de partilha, o testemunho breve e sincero dos jovens sacerdotes de Guimarães:

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- padre Adão Ricardo Pereira Almeida
missa nova, 3 de agosto - Guardizela
A minha vocação aparece bastante cedo, por volta dos 8 a 9 anos de idade, durante a semana, ia à missa com a minha avó e ao fim de semana com os meus pais. Via o meu pároco que admirava pela sua postura e pela sua forma de falar. Mais tarde, na escola uma professora perguntou a cada aluno o que gostaria de ser quando fosse grande, respondi que gostaria de ser padre. Houve momentos em que pensei que não seria esse o meu caminho. Entrei no Seminário e fui muito bem acolhido. Fui discernindo sobre a minha vocação. A família sempre me apoiou; o seu maior desejo era saber-me feliz.
Estou muito feliz, porque chegou a hora de dizer: sim quero ser padre para sempre. Não pretendo anunciar-me a mim, mas sim a levar Cristo ao coração de cada um, para que cada um possa realmente encontrar este Deus que nos ama constantemente.

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- padre José Pedro Oliveira Novais
missa nova, 10 de agosto - Silvares
O percurso da minha formação iniciou-se em 1989 quando entrei para a escola primária de Silvares, o segundo e terceiro ciclo foram em Creixomil e o ensino secundário foi na escola profissional Cenatex. Só voltaria aos estudos quando ingressei na Faculdade de Teologia de Braga, em setembro de 2007. Entre o ensino secundário e a Faculdade trabalhei na Farmácia Henrique Gomes,  em Guimarães.
A família foi e será sempre um pilar importante na caminhada de cada sacerdote. De facto é no seio familiar que nasce a vocação à vida consagrada, pois desde muito novo os meus pais ensinaram-me a rezar e a mostrar que Deus é nosso amigo e companheiro de vida.
Esperanças- sonhos, posso concretizar em breves palavras:  ser pastor do rebanho de Deus de modo a nunca provocar dor nas pessoas que em nós confiam e sermos exemplo de vida para outros jovens.

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- padre Nuno Jorge Monteiro de Castro
missa nova, 31 de agosto, Tagilde
Acontecem coisas fundamentais nas nossas vidas, que muitas vezes não compreendemos, e são desígnios de Deus. Desde criança que fui educado pelos meus pais a olhar com admiração para o trabalho e a pessoa do sacerdote. Sempre os vi preocupados em auxiliar nas necessidades da Igreja. Também, durante muitos anos, acompanhei os meus pais à igreja, de modo especial nas eucaristias dominicais.
Desce muito cedo senti-me chamado a gastar a vida pelos outros. Várias vezes o meu pároco me questionou sobre a minha vontade de ir para o Seminário. Mas sempre recusei, sabendo que, interiormente, bem gostaria. Respondia muitas vezes com um “talvez”. Possivelmente foram palavras ingénuas no coração de uma criança, mas eram palavras com que Deus fazia o rascunho da minha vida.
Os anos passavam e, por volta dos 12, a minha vida entrou numa fase de dúvida: continuar os estudos ou entrar no Seminário. Decidi procurar no tempo de Seminário a resposta para o pensamento que me assaltava diariamente «só em Deus encontro o verdadeiro sentido para a minha vida».
Frequentei o Seminário Menor desde o 8.º ano até completar o secundário e depois ingressei no Seminário Maior e frequentei a Faculdade de Teologia. Hoje vivo e experimento os mais nobres sentimentos: a minha ordenação sacerdotal. Espero que Deus cumpra em mim o seu querer. Só peço a Deus o que é capaz de caber nas minhas mãos.

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