Arquivo: Edição de 27-06-2014

SECÇÃO: Região

Comemoração da Batalha de S. Mamede

Missa evocativa na Colegiada
Na edição anterior – 13 de junho – demos conta da interrupção surpreendente, em 2012, Guimarães Capital Europeia da Cultura, da componente religiosa nas comemorações do 24 de junho, Dia Um de Portugal. Nesse mesmo dia, o presidente da Câmara Municipal, dr Domingos Bragança, mandou comunicar ao dom prior da Colegiada a intenção de que fosse celebrada, em 24 de junho, às 12 horas, a missa evocativa da batalha de S. Mamede. Esta atitude foi naturalmente acolhida com muita satisfação e, por isso mesmo, referida deste modo, na celebração:
Faz bem, pelo menos uma vez por ano, regressar ao ponto onde tudo começou, à fonte potencial de energias que têm alimentado a Nação ao longo do percurso, muito perto já de nove séculos. E, acima de tudo, dar graças a Deus e à Virgem Maria, nossa excelsa Padroeira. E também, como não pode deixar de ser, curvarmo-nos perante a memória dos heróis e antepassados que construíram, defenderam e legaram este património. A iniciativa da Câmara Municipal de nos convocar para este momento de Ação de Graças e de memória do feito ímpar da nossa história é de todo digna do nosso maior apreço e louvor.
E, logo de seguida, procurou o presidente da celebração ilustrar o propósito do Município, dizendo: Somos um povo com história, e, por isso, conforme disse o Papa Bento XVI, no encontro com os representantes da cultura a 12 de maio de 2010 em Lisboa, devemos resistir à tentação de nos deixarmos enredar pela dinâmica da sociedade “que absolutiza o presente, isolando-o do património cultural do passado e sem intenção de delinear um futuro”. Mas, continua o Papa, “uma tal valorização do presente como fonte inspiradora do sentido da vida, individual e em sociedade, confronta-se com a forte tradição cultural do Povo Português, muito marcada pela milenária influência do Cristianismo, com um sentido missionário, partilhando o dom da fé com outros povos”.
Nos tempos que correm é bem preciso ter coragem de fazer a diferença. De facto, valores e comportamentos que, há poucas dezenas de anos, estavam na eleição das prioridades, hoje, devido às “luzes” de certa modernidade ou submissão aos interesses de minorias são constantemente ameaçadas, ora com engenhosa subtileza, ora com imposição descarada de destruição.
Pensamos que, este ano, de novo Guimarães viu eleito o caminho certo para sentir o espírito e os ideais da Nacionalidade.

Mons. José Maria

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