Arquivo: Edição de 30-05-2014

SECÇÃO: Generalidades

COISAS SIMPLES, OU NÃO! (35)

O TEMPO DO NOSSO TEMPO

foto

Todo o mundo sabe que o tempo não pára. A sua marcha inexorável não cede, não desvia, não ouve rogos, murmúrios, tristezas ou alegrias. O tempo é absoluto, embora não se veja. O tempo sente-se e vê-se na matéria. Só não há tempo para além e acima do tempo.
Diz-se que uma galinha dura três anos e um cão três galinhas; que um cavalo dura três cães e um homem três cavalos. É o tempo da duração. É a evidência do tempo que se sente, vê e passa.
Desse modo é lógico que no tempo do nosso tempo se procure contrariar o tempo, defendendo-se dele o homem, isto é, atrasar o desgaste, procurando nesse seu tempo viver em paz, ser feliz e ser autor da sua própria história.
O tempo do homem, na busca da própria felicidade, é também ter “algo” onde permanentemente se “agarre”, para que o tempo o não corroe e o não jogue para um tempo infernal, tempo este que, em si, será tempo sem princípio nem fim.
Buscar a felicidade neste (nosso) tempo não é fugir aos problemas diários que o tempo impõe, mas sim organiza-los, resolve-los atempadamente e nunca ser ou sentir-se vítima deles.
Neste nosso mundo – e creio que sempre assim foi – sempre existiram aqueles que por várias más razões foram ajudantes do tempo: encurtaram ou encurtam o tempo dos seus semelhantes: por inveja, maus tratos físicos ou psicológicos, maus ambientes, perseguições, saques e muitos mais géneros de direitos sociais.
Logo, o homem deste tempo não pode nunca permitir que os seres deste tempo o destrua e muito menos pactuar com a destruição da paz interior. Daí, “agarrar-se a algo”, a ideais nobres e a Quem possa pedir ajudas e conselhos, junto dos mestres que ensinam a conquista para obtenção do melhor tempo no tempo da sua vida.
Neste barco do nosso tempo sempre existiram e continuarão a sentir-se aqueles que do mal desejado e praticado farão seu triunfo.
Manda Deus e o amor, que se ajude gente a ser gente e que o homem invista na fraternidade. Logo, não podem nunca os homens de Bem ficar indiferentes perante a vanglória ou o triunfo dos homens do Mal, isto é, ficar parados ou pasmados no tempo do seu tempo. Como dizia o Papa Pio XII: “é hora de acção. Estais preparados”?
Na verdade, no tempo do tempo do homem, só têm paz, felicidade e sucesso os que acreditam e agem, os que se preparam e os que conhecem o valor do adversário. Tantos, porque indiferentes, facilitistas ou pasmados, serão sempre suplentes no tempo.
Nunca haverá facilidades numa vida adulta. Assim, a maior parte do tempo significa que durante todo o tempo necessário é lutar contra a corrente do tempo. Desse modo, sempre haverá mérito e maturidade, porque a favor da corrente, (parados ou estupefactos), só peixes mortos pelo tempo, ou não. Assim sendo, a felicidade do homem não bate à porta de quem foge dela e do tempo.

Por: Artur Soares
(soaresas@sapo.pt)

Email do Jornal: jornal@oconquistador.com
Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.
Dom DigitalProduzido por ardina.com,
um produto da Dom Digital.