Arquivo: Edição de 11-04-2014

SECÇÃO: Informação Religiosa

Aos pés da cruz

A piedade dos cristãos e muitos rituais legados por tradição, no tempo da Quaresma e especialmente nestes dias da celebração da Paixão, coloca-nos numa aproximação irresistível da Cruz de Cristo. Em termos de intuição imediata, ela é abertamente o grande sinal MAIS e, como tal, interpela a parar e refletir.
Quando alguém se sente desgostoso com as circunstâncias da vida que leva e anseia uma situação melhor, diz o povo na sua sabedoria, que “a cruz vai sempre co’a gente”; todavia, se esta condição é aceite com fé, isto é, se é ponto assente reconhecer que não há vida sem cruz, então a cruz não é sombra que persegue, mas companheira amiga, porque penhor certo de vitória. Por outras palavras, a cruz sinal material, com ou sem arte assinalável, poderá determinar viragens bem dignificantes e meritórias no devir de nossa existência.
Portanto, em vez de fugir dela, há que encará-la como meio de conformidade com o amor de Cristo até à identificação com Ele.
Diz-se frequentemente que, por vezes, um sinal, uma imagem, é mais eloquente que um discurso; no entanto, tal só acontece se há curiosidade ou abertura para fazer a leitura correta do mesmo. Consequentemente torna-se irrecusável parar, discernir e agir em conformidade com a mensagem; aliás, esta forma de vida só será alcançada apondo as lentes, graduadas pela procura duma união progressivamente mais intensa com o próprio Deus.
O sinal da “cruz” mais que qualquer outro sinal convencional, para o cristão deverá ser reconhecido obrigatoriamente como indicativo de sentido único. Sentido único que é Jesus.
Tal como acontece, como imperativo de conveniência e convivência social, organizar ações de sensibilização de caráter diverso para obrigar e respeitar regras e sinais com indicação de sanções à partida para quem transgrida, com mais razão para o crente, muito particularmente nestes dias, valerá a pena deixar-se seduzir pela cruz. Que é sinal de salvação e redenção. Que é penhor de felicidade sem fim.
Não há páscoa sem paixão até à morte. Eis a lição sacramental da Cruz. Que a Cruz seja acolhida como expressão maior da misericórdia divina. E eu e o mundo todo seremos melhores.

Lima de Carvalho

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