Arquivo: Edição de 28-03-2014

SECÇÃO: Informação Religiosa

Memórias sobre o Congresso de São Bento

relançar a devoção a S. Bento
Os 50 anos da proclamação, por Paulo VI, deste santo como patrono da Europa foram assinalados com o 1º Congresso de São Bento, que decorreu nos dias 21 e 22 de março,  em Terras de Bouro.
O arcebispo de Braga quer “relançar uma verdadeira devoção” a São Bento (c. 480-c. 547) e considera importante que o santuário que lhe é dedicado em Terras do Bouro promova uma pastoral que leve “ao encontro com Deus”.
D. Jorge Ortiga sustenta que o Santuário de São Bento da Porta Aberta é um local onde o padroeiro da Europa “é imitado, onde é proposto o seu exemplo, ao qual as pessoas recorrem com as suas preces, os seus pedidos, as suas lágrimas e os seus agradecimentos e de onde levam uma mensagem para a vida”.
Esta “é uma mensagem que não está longe daquilo que é o carisma de São Bento, isto é, uma mensagem alicerçada na urgência da oração no concreto, no quotidiano, numa vida repleta de momentos de pausa para interiorizar aquilo que é permanente, aquilo que fica”.
“É sem dúvida nenhuma um santuário com uma importância ímpar para a Arquidiocese de Braga, uma vez que são imensos os peregrinos portugueses que passam por aqui, havendo também muitos espanhóis que talvez pela proximidade com a Galiza aqui se deslocam em grande número”, sublinha D. Jorge Ortiga.
O arcebispo primaz sustenta que este é um santuário que “convida a algo de diferente” na vida de cada pessoa.
“Ninguém ignora que São Bento exerceu uma grande influência na Europa antes do nascimento de Portugal e depois também na construção do país e particularmente no solidificar duma cultura a partir dos diversos conventos que foram existindo ao longo de todo o país”.
Num futuro próximo, o santuário de Terras de Bouro pode vir a ter o título de ‘basílica’, sendo necessário ainda “responder a algumas exigências feitas pelo Vaticano”.
“Este título serviria para essencialmente dizer que se trata de um templo particular pela sua história e dimensão em termos de espaço e pela sua frequência”, vindo a “confirmar aquilo que já se celebra e vive no santuário de São Bento”, concluiu o arcebispo de Braga.
- Irmandade de São Bento
da Porta Aberta vai criar uma escola educativa para as famílias

A Irmandade de São Bento da Porta Aberta vai criar uma escola educativa para as famílias, fundada em ensinamentos do monge beneditino italiano D. Massimo Lapponi.
A ideia surgiu no segundo e último dia do congresso em que esteve presente D. Massimo Lapponi, monge beneditino italiano, que veio ao santuário de São Bento da Porta Aberta proferir uma conferência, sobre “S. Bento e a Família”, defendendo que “é absolutamente necessário criar uma escola destinada a pais e a noivos, capaz de oferecer todas as condições conducentes à aquisição de uma formação adequada”.
“Vai ser uma escola não académica como D. Massimo Lapponi propõe, mas um centro de formação com agilidade de adaptação dos diferentes saberes à nossa realidade”, adiantou Carlos Aguiar Gomes, membro da Mesa da Irmandade. 
Carlos Aguiar Gomes admitiu “a criação de uma comissão de trabalho para preparar o projeto da escola”, mas indicou que a proposta “não deve ser remetida à União Europeia, sendo divulgada apenas em Portugal”.
“A escola para as famílias vai ter uma estrutura física, provavelmente no santuário, não havendo por enquanto uma previsão sobre quando vai ser implementada e quando vai começar a funcionar”.
Esta decisão de abrir uma escola para as famílias foi um dos vários temas debatidos no 1º congresso de S. Bento que teve lugar em Terras de Bouro “no segundo santuário mais visitado do país”.
“O evento superou de muito longe as expetativas da Irmandade, não só pelo teor das comunicações que foram de grande qualidade, mas também pelo elevado número de participantes e o grau de adesão das pessoas a este evento que constituiu uma oportunidade de reflexão sobre a Europa de ontem, de hoje e do futuro, numa relação de humanidade e humanismo com S. Bento”.
“Esta reflexão sobre a Europa já deveria ter sido feita há muito tempo, para pegando nas raízes analisar o presente e ver como se pode corrigir, endireitar, caminhar em direção ao futuro”, sublinhou aquele membro da Irmandade de São Bento da Porta Aberta.
Intervieram ainda no último dia do congresso o Cónego José Marques, que falou sobre “Os beneditinos no noroeste peninsular”, o frei Luís Aranha que abordou o tema “S. Bento e a edificação da Europa”.
No segundo painel, a professora Ana Maria Tavares Martins falou sobre a “Regra de S. Bento e a especificidade morfológica dos Mosteiros Cistercinses portugueses”, enquanto o padre Duarte Morgado abordou o tema “Estética, teologia e espiritualidade na arquitetura de Cister” e Paulo Oliveira a “Arte e simbólica nos Mosteiros de S. Bento”.

(A.Ecclesia)

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