Arquivo: Edição de 14-03-2014

SECÇÃO: Generalidades

Dia do Pai

É muito curioso que o homem, desde sempre, apesar de, quantas vezes, desperdiçar  o tempo, sente necessidade de lhe dedicar aquilo que vai constituindo a história do seu percurso  terreno.
Regulamentos, estatutos, diretórios, calendários e variadíssimas posições de caráter informal elegem dias, semanas, meses e anos como marcas importantes para celebrar pessoas e acontecimentos; manifestar desejos e propósitos; augurar um futuro benéfico e promissor.
Este processo remonta às idades mais antigas e vem crescendo em ritmo acelerado nos últimos tempos, tanto na sociedade civil como na Igreja. Situando-nos nesta, merece relevo singular o domingo, dia do Senhor e são credores do maior carinho o dia do Pai (19 de março), o dia da Mãe (1º domingo de maio) e 26 de julho (dia dos avós): todos eles com conotação íntima com São José, a Virgem Maria e os pais de Nossa Senhora, São Joaquim e Santa Ana. Não deixa de ser curioso também que tenha sido a sociedade civil a eleger aquelas datas para celebrar os pilares da Família.
Aproxima-se, pois, a Solenidade de São José, escolhido pelo Pai para dar o nome e linhagem real (descendência do rei David) ao Seu Verbo, Encarnado no seio puríssimo da Virgem Maria; para ser, na Sagrada Família de Nazaré, o esposo solícito, o guarda providentíssimo dos tesouros incomparáveis para a obra da redenção – Maria e Jesus, para ser o educador do Menino, o qual, encerrando em Si os mistérios insondáveis da divindade ficaria, no seu caráter humano, fortemente marcado por São José. Deste modo, São José não foi, de modo nenhum, um pai emprestado ou adotivo no sentido comum do termo, mas verdadeiramente pai porque conscientemente aceitou em pleno a missão, bem precisa que Deus lhe confiou.
Ao celebrar o dia 19 de março é pertinente sugerir a todos os pais que se confrontem com o seu celestial patrono e se abram à mensagem riquíssima de que ele é portador. Sejam quais forem as circunstâncias que determinaram a paternidade e que, porventura, tenham vindo a refletir-se na vida dos filhos de forma menos positiva, São José vem dizer-lhes que também os seus filhos são tesouros confiados à sua guarda e solicitude. E mais ainda: que nos horizontes nebulosos da chamada à vida de tantos seres, o homem que se prestou a ser pai, tenha  a atitude responsável e única: exigir que o filho nasça. Para que possa enlevar-se com a ternura da voz que diz: pai.
As dificuldades numerosíssimas que hoje, os pais experimentam na educação dos filhos reclamam espírito de fé e confiança em Deus. E São José será certamente o melhor interlocutor.

Mons. José Maria

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