Arquivo: Edição de 25-10-2013

SECÇÃO: Generalidades

COISAS SIMPLES, OU NÃO! (31)

Folhas de Outono

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Bem se sabe que as folhas de outono não caem ao solo porque querem, mas sim porque lhes chegou a hora. Desse modo, sabe-se que toda a Natureza é para envelhecer, ter seus males e sua saúde para, finalmente como as folhas de outono “chegar a hora”. E o homem, evidentemente, é Natureza também.
Envelhecer é lei natural da vida. Porque há vida, houve o início da vida e, este, a partir dessa evidência, caminha para o fim, cumprindo-se desse modo a Lei da Vida, da Natureza.
A Natureza, e Deus através dela, dão ao homem o necessário para que se cumpra a sobrevivência: a saúde, vontade, persistência e inteligência.
O homem tem as etapas da vida: pausas, andropausas, eletropausas, entre outras pausas. Mas tem obrigação, o homem, no caminho do seu envelhecimento, procurar alegria, a esperança e provocar o bom ambiente no espaço em que vive, para enriquecer cada etapa vivida, uma vez que saído do útero materno acabará no útero da terra, tempo de “folha no outono”.
E se a natureza do homem é envelhecer para se tornar em folha de outono, obrigação tem de pensar e organizar toda a sua ação, por esta ser a única herança deixada, bem apreciada ou não.
A velhice é possuidora da luz, é sabedoria sem queimar. A luz ilumina caminhos e amornece corações. Assim, a sabedoria torna as pessoas mais atraentes, ainda que o tempo sulque a pele e traga as marcas ou os sinais da velhice.
Então, e como envelhecer é ter muitos anos ou muita juventude pela frente, é importante saber sempre mais e perguntar o homem a si mesmo: que fiz, que faço, que farei (ainda) pelo mundo, que pensam os outros de mim? É que as ações do homem são os únicos pertences, das quais nunca escapará ao julgamento da sociedade e também de Deus.
Tudo envelhece. Só a força interior e as convicções não têm idade. Logo – e enquanto não chegar a realidade do tempo das folhas do outono, é preciso que os arco-íris da vida sejam embrulhados pelo vento da ternura, da amizade, da confiança, do carinho e fazê-lo soprar forte, em furacão, para que outra mentalidade nasça entre os homens e amanhã a alegria, a primavera/verão venham morar perto da vida.
Há que colher, pois, a sabedoria e armazenar suavidade para o amanhã.
Sentindo-se a amargura da velhice, recolhamo-nos em Deus dizendo:
“Bem- aventurados os que sorriem e conversam comigo, sem nunca me avisarem: “você já me contou isso várias vezes”;
Bem-aventurados os que me fazem sentir amado, tratando-me com respeito, com caridade e me ajudam a atravessar a rua;
Bem-aventurados os que me amenizam os últimos anos, me transmitem coragem e me fazem pensar em Deus… porque quando entrar na Eternidade, junto do Criador, me lembrarei de todos”.
Importa portanto, que cada homem não faça da sua vida um rascunho, pois pode não ter tempo de passar tudo a limpo.

Por: Artur Soares
(soaresas@sapo.pt)

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