Arquivo: Edição de 14-06-2013

SECÇÃO: Generalidades

COISAS SIMPLES, OU NÃO! (28)

Os Monarcas ensebados

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Política deveria ser sinónimo de serviço, competência, tolerância, dedicação, seriedade, exemplo e justiça social. Mas não é assim no meu país!
A política do meu país, salvo raríssimas exceções, é um grande salão onde rastejam os falhados, os atores de circunstância, os caçadores de gordos vencimentos e de reformas com curto serviço, de zero descontos e sem responsabilidades perante a Lei.
A política do meu país é a política da guerrilha permanente, do ataque, da inveja, duma oposição que vive nas trevas e muito cara ao país. Poucos pensam, poucos resolvem, pouco sabem, enfim, é o meu país uma locomotiva sem travões ou de travões permanentemente colados ao “deixa correr” e ao madracismo.
A política do meu país é a política dos bloqueios, das ameaças, dos saques, dos Juízes sem ajuizarem, da democracia em anarquismo, dos vendidos ao exterior e do negro suspense que fabrica psicopatas de todas as idades.
A política do meu país é a política onde os bem-falantes-mentirosos mamam, a sabedoria é nula, onde as asneiras se escondem, onde a canalha ri frente aos débeis e onde ninguém lhes pede contas nos Tribunais.
A política do meu país, que deveria ser serviço, ação produtiva de riqueza e da resolução dos problemas nacionais, não passa, a política do meu país dum remar contra a maré e que arrasta todos pelos rios abaixo. É a política de palcos, da mentira, da falta de respeito pelos eleitores, da agressividade económica, da subserviência selvagem, do estúpido pretensiosismo e do fanatismo pelo poder. E a política do meu país tem a obrigação de não causar o medo aos portugueses.
Desse modo, se os políticos não têm ideias, se a Justiça não vê ou atua e, se todos os responsáveis não ouvem e não falam ou falam gratuitamente, o melhor é usar armamento para defesa pessoal ou ser-se possuidor por cães perigosos. É que Portugal, na hora que passa, quanto a auto estima e autoconfiança, é a grande clínica europeia do emagrecimento.
O povo sente-se vilipendiado, frustrado, com medo do hoje e do amanhã, porque já sente na carne o sofrimento da fome, do futuro que não é programável, da violência geral e tudo por culpa de quatro homens que fazem a infelicidade de dez milhões: Sócrates, Passos Coelho, Ministro Gaspar e o estático Cavaco Silva!
O que importa aos políticos do meu país é que as televisões despistem o povo com futebol, telenovelas e que surjam comentadores (bem pagos) de subserviência, mesmo que pensem que justificam a incompetência que transportam. Porque, para estes opinadores, o povo é estúpido, não passa de carneirada sem lã ou de pessoas com carne de mortos.
Vivemos num país de monarcas ensebados e, estes pobretanas da política esquecem que a fome gera violência e o medo a fuga. Pelo que, a existência do bolor não convence em lado nenhum nem em qualquer tempo estômagos vazios. Logo, ou o poder político deita mãos à tarefa de regenerar a Nação ou os cidadãos passarão cada vez mais a recorrer a outros meios para dirimir conflitos. Podem até, não por culpa própria, aplicar a “justiça de Fafe”, que parece ser o ambiente que se respira e o desejo de tantos.

Por: Artur Soares
(soaresas@sapo.pt)

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