Arquivo: Edição de 11-01-2013

SECÇÃO: Informação Religiosa

Bodas episcopais de D. Jorge

A arquidiocese de Braga celebrou condignamente o 25.° aniversário da ordenação episcopal de D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga no passado dia 3 de janeiro.
A Comissão organizadora para o efeito decidiu e, de facto, conseguiu dar ao evento o carácter de envolvência de todos os católicos da arquidiocese, embalados pela divisa do Pastor “que todos sejam UM”. Assim, o dia 30 de dezembro, Festa da Sagrada Família, foi designado para uma ação de catequese sobre a missão dos bispos na Igreja e também de sensibilização para manifestar pela oração e “pela presença amiga” carinho e gratidão.
Duas jornadas se seguiram que ficarão gravadas nos anais da arquidiocese de Braga.
A primeira, no dia 3, em quatro atos: Assembleia do Clero, no Salão de S. Frutuoso, evocando a personalidade e percurso episcopal de D. Jorge Ortiga pelas palavras do padre Manuel Morujão, secretário da Conferência Episcopal, professora Sameiro Cruz e, pelos religiosos e Consagrados, a irmã Maria da Graça Domingues.
Seguiu-se a Eucaristia na Sé Catedral; um jantar/convívio nos claustros do Seminário de São Pedro e São Paulo e um Concerto na Catedral com interpretação de obras de compositores da arquidiocese de Braga.
Muitos bispos, a maioria dos sacerdotes e numerosa assembleia de fiéis participaram nestes atos.
A segunda jornada aconteceu no domingo, dia 6, na Cripta do Santuário do Sameiro. O facto de estar programado para este dia a Tomada de Posse dos Conselhos Económicos Paroquiais de toda a arquidiocese (551 paróquias) evidenciou a presença de toda a grei bracarense. Digna de realce foi a ordem, dignidade e beleza com que decorreu toda a cerimónia de testemunhos e mensagens. Falaram os responsáveis pelas Comissões arquidiocesanas para a Educação Cristã; Liturgia e Sacramentos; Laicado e Família; Vocações, Ministérios e Missões; Pastoral Social e Mobilidade; Bens patrimoniais, Cultura e Comunicação Social. Antes e a seguir à Tomada de Posse em conjunto de todos os conselheiros, muita animação coral e artística conferiu ao ato Alegria e Esperança. Esta parte terminou com uma manifestação de carinho por parte dos 14 arciprestados: mais animação coral, poesia e muitas prendas para o senhor Arcebispo Primaz.
As Bodas de prata episcopais encerraram com chave de ouro: a Eucaristia e solene Te Deum.
Naturalmente que em todos os atos, o senhor D. Jorge teve a sua palavra autorizada e amiga que nós entendemos consubstanciada na sua própria Profissão de Fé.

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CREIO EM TI!

Em ano de Fé, celebrando as Bodas de Prata Episcopais, recordo o dom da fé como dom maravilhoso a acolher para partilhar: assumo que gostaria de o expressar visivelmente através dum amor incondicional a Deus e ao próximo e espero ser instrumento da Paternidade Universal de Deus que nos responsabiliza pela fraternidade com todos.

Crer em Deus é crer em todos.
Crer é amar Deus e os outros.
Crer é esperar uma Arquidiocese unida
para que todo o mundo acredite.

1 – Creio em ti, caro presbítero, que és rosto transparente do amor de Deus pelo Seu povo. Comove-me ver-te partir o pão da amizade e a desatar os nós do sofrimento. Espero ter-te sempre próximo, para anunciarmos Cristo a todos que O procuram de coração sincero.

2 – Creio em ti, caro/a religioso/a, que és sinal profético do Reino de Deus. Admiro-te pela delicadeza dos teus gestos, que são uma verdadeira oração quotidiana. Espero que continues a suscitar o espanto da fé em cada irmão que se cruza no teu caminho e na comunidade onde vives.

3 - Creio em ti, caro/a jovem, que és a esperança do amanhã. Orgulha-me a tua procura inquieta, que antecipa o nascimento de um mundo melhor.
Espero que me emprestes a tua voz sempre que a minha falhar. Gostaria ainda, um dia, de celebrar um encontro contigo para te apresentar Aquele que me inspirou neste nosso projeto comum.

4 – Creio em ti, caro/a irmão/ã, que vives uma situação de fragilidade. Inclino-me perante o teu espírito de heroica e silenciosa coragem. Dificilmente estamos preparados para momentos inesperados, mas a cruz, que também Cristo carregou, não tem a última palavra sobre a vida. Espero que sintas esta minha frágil e silenciosa presença por meio da oração, na certeza duma comunhão permanente com as tuas debilidades.

5 – Creio em ti, caro/a irmão/ã que habitas involuntariamente o silêncio da fé. Também para mim é um mistério este paradoxo. Sei todavia que o silêncio não é sinónimo de ausência. A fé é dom e fidelidade. Espero, peço-te, a fidelidade à procura sincera e, porventura, a decisão consciente de mergulhar no mistério de Deus, mesmo quanto tudo aquilo que ouves é silêncio.

6 – Creio em ti, família expressão do visível amor de Cristo na procura conjunta da felicidade e aberta ao dom da vida. Sei que te alimentas e encorajas da Palavra de Deus. Espero ver-te verdadeira “Igreja doméstica” e comprometida na Igreja de Jesus para construirmos um mundo mais humano e unido.

7 – Olá meu/minha pequenito/a. Creio em ti pois, juntos, temos um amigo. Jesus ofereceu a todos os meninos/as do seu tempo muita dedicação, não deixando de apontar o caminho da verdadeira alegria e felicidade. Espero que O queiras conhecer para o seguir. Vamos fazer a grande família de Jesus sendo amigos d’Ele e de todos.

Sabes, um poeta muito famoso disse uma vez que “o sonho comanda a vida”. Nos sonhos, tudo aquilo que o teu coração deseja torna-se realidade. Mas também podes sonhar com os olhos abertos. Basta que tenhas um coração cheio de amor e a magia acontece. Ajuda os teus pais a sonhar. Jesus já sonha contigo. O coração Dele é enorme e ama-te.

8 – Creio em ti, caro/a cristão/ã, que, como eu, és discípulo/a peregrino/a de Cristo. Amo-te profundamente e agradeço a tua presença fiel, que tanto alegra a nossa grande família cristã. Espero que partilhes esta boa nova a todos que te são próximos e em todos os ambientes onde estás presente.

+ Jorge Ortiga, A.P.
3 de Janeiro de 2013.


D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga nasceu a 5 de março, de 1944, na freguesia de Brufe, concelho de V.N. de Famalicão, filho de José Joaquim da Costa Ortiga e de Lucinda da Costa Ferreira.

1955-67: Com 11 anos, entra no Seminário de Nossa Senhora da Conceição, depois em 1960 para o Seminário de S. Tiago e em 1963 para o Seminário Conciliar, Braga, no qual concluiu o curso Teológico-Filosófico em 1967.

1967: É ordenado presbítero no dia 9 de julho, por D. Francisco Maria da Silva, e a 16 de Julho celebra a Missa-Nova em Brufe, a qual foi a primeira eucaristia concelebrada, possibilitada com a renovação litúrgica do Concílio Vaticano II, na Arquidiocese de Braga. Em setembro é nomeado coadjutor da paróquia de S. Victor, Braga.

1968-71: É enviado a frequentar o Curso de História Eclesiástica na Faculdade de História da Universidade Gregoriana, em Roma, concluindo a licenciatura em 10 de outubro de 1970. No ano seguinte, frequenta em Grottaferrata um curso de espiritualidade sacerdotal, orientado pelo Instituto Mystici Corporis.

1971-73: Regressado a Braga, passa a trabalhar na Secretaria Arquiepiscopal colaborando na Igreja dos Terceiros e lecionando aulas de História nos Seminários, sendo ainda responsável do Secretariado Arquidiocesano das Vocações.

1973-87: Nomeado Reitor da Igreja dos Congregados (Braga) e Capelão da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana, ereta na mesma Igreja. Entretanto, em 1981, é nomeado Vigário Episcopal para o Clero e a 6 de março de 1985, nomeado para integrar o Cabido Metropolitano e Primacial de Braga. E com apenas 43 anos, o Papa João Paulo II nomeou-o Bispo titular de Nova Bárbara e Auxiliar de Braga, a 9 de novembro de 1987.

1988-99: A 3 de janeiro de 1988, foi ordenado bispo pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, na Cripta do Sameiro.

1999: a 5 de junho deste ano foi tornada pública a sua nomeação para Arcebispo de Braga, tendo então 55 anos, tomando posse a 18 de julho, na Sé Catedral.

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