Arquivo: Edição de 11-11-2011

SECÇÃO: Generalidades

Rostos que interpelam

Na corrida do tempo, em cada dia, as pessoas entrecruzam-se muitas vezes quase sem se aperceberem de que é o semelhante que passa que, nalguns casos, é mesmo um próximo por razões de vizinhança e sempre porque peregrinos que demanda a felicidade que não encontra aqui em plenitude.
1. Rostos alegres e felizes

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Mas há rostos que dão nas vistas, quer individualmente considerados quer irmanados em favor de causas nobres ou simplesmente empenhados em tecer um hino à vida, desenvolver potencialidades que a todos aproveitam.
O campo de observação deste facto abrange a Sociedade civil e a Igreja em que, mais ou menos conscientemente, têm por denominador comum o amor ou solidariedade para com o outro. Sem qualquer intuito de fazer estatísticas ou simples enumeração de circunstância, atenda-se, por exemplo, a participação, nestes dias, de pessoas jovens e menos jovens no peditório para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, nas corridas e marchas em atenção aos doentes de paralisia cerebral ou outras instituições, nas campanhas de recolha de bens alimentares tanto para prover o banco alimentar contra a fome como outros circuitos de atendimentos mais diretos; no esforço de associações, sobretudo voltadas à juventude, oferecendo-lhes oportunidades variadas nos campos da cultura, do convívio e do desporto… No que à Igreja diz respeito  mais diretamente, as múltiplas atividades vividas no lançamento do ano pastoral na tríplice dimensão, santificadora, profética e sociocaritativa… centenas e centenas de voluntários a prepararem-se para uma expressão mais viva da liturgia, um dinamismo maior na ação catequética e outras formas de evangelização e uma atenção mais cuidada aos irmãos mais débeis.
São dignas de menção especial a Jornada Mundial da Juventude (Madrid, agosto 2011), o Acampamento do Núcleo do CNE de Guimarães na Penha (julho 2011) e mais recentemente o HI-GOD, em Braga.
2. Rostos tristes e esquisitos
As adversidades, insucessos, injustiças e muita desordem interior, acompanhadas de fanatismo e aproveitamentos de caráter político e social patenteiam a outra face do ser humano. As manifestações das diversas classes sociais na forma como, não raras vezes, são apresentadas as suas reivindicações exprimem – vergonhosamente – a capacidade de autodeterminação e também muito egoísmo pois que os desempregados, os pequenos pensionistas e os trabalhadores do salário mínimo só muito tenuamente é que são lembrados.
Seria muito interessante que os juízes, os professores e os quadros da função pública aceitassem perder algum dinheiro e benefícios para obviar a tão grande desequilíbrio salarial.
Um fenómeno que tem acompanhado a história da humanidade é o instinto e agressão. Para não divagar muito e apenas como exemplo, veja-se o que se passa com as claques desportivas: são seres humanos que se organizam para incentivar e enaltecer o valor dos seus clubes e atletas, mas em que vem sempre ao de cima a agressão verbal e, às vezes, física também, que mais parecem vómitos de insanidade mental, aos dos clubes adversários e aos agentes desportivos, diretores, árbitros e guarda-redes.
Refletir sobre a solenidade de Todos os Santos ajudará certamente a transformar estes atos e estabelecer um clima de tolerância e compreensão.

Lima de Carvalho

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