Arquivo: Edição de 30-09-2011
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SECÇÃO: Informação Religiosa |
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Dia da Arquidiocese Deste modo, o primeiro domingo de Outubro deve oferecer às comunidades o Programa Pastoral, onde as linhas de acção são estipuladas e a calendarização das actividades é proposta. Para além do que acontece em cada comunidade, este ano a celebração do Dia da Arquidiocese realiza-se a nível arciprestal, com uma iniciativa já sugerida e delineada nos pormenores genéricos. Neste sentido, os Conselhos Arquidiocesanos sugeriram que este ano fosse marcado pela seguinte temática: a Diocese como vinha amada pelo Senhor, que deve produzir frutos. Num tempo de confusão, os cristãos devem consciencializar-se de que são “vinha eleita e cuidada por Deus” (LG 6), através dum conjunto de sinais que denotam uma presença amorosa, capaz de dar sentido e esperança à vida. O dom por excelência é a Palavra que identificamos com o próprio Cristo que, aqui e agora, no âmbito pessoal ou comunitário, continua a falar: desafiando-nos para uma vida de filhos numa comunidade marcada por laços de amor, capazes de unirem as diferenças e articulando-as em gestos de corresponsabilidade (cf. LG 32). Alimentados pela Palavra, queremos que ela movimente as vidas pessoais e marque todas as iniciativas da comunidade. Os frutos dessa evangelização passam por aqui e os Conselhos Pastorais devem tornar-se nunca uma mera estrutura, mas uma verdadeira experiência de comunhão, diálogo e discernimento dos melhores caminhos, para que a Palavra transforme o coração das pessoas. “De facto, a Palavra de Deus não se contrapõe ao ser humano, nem mortifica os seus anseios verdadeiros; pelo contrário, ilumina-os, purifica-os e realiza-os” (VD 22). Por isso, a Palavra gera sempre vida nova nos cristãos e estes comprometem-se nos ambientes, onde a sua vida se desenrola, a permeá-los da semente Evangélica que, se aí for colocada, produzirá esses frutos dum humanismo autêntico. E para que a Palavra alimente abundantemente a vida dos cristãos e incida na comunidade, importa que estejamos em sintonia com o pensar do Papa que, com a Exortação Verbum Domini, nos ajudará na formação que queremos abrangente e permanente para este ano pastoral. Por fim, não podemos ignorar os tempos difíceis que a sociedade atravessa. Deste modo, se existirmos para a hospitalidade, como sendo um fruto genuíno da Palavra, vamos caminhar numa consciência de proximidade com os mais pobres, sabendo que, a partilha do muito ou pouco que temos, pode conferir certamente um novo alento, oportunidade e esperança nas suas vidas. A propósito, escreve Henri Nouwen: “A hospitalidade é a virtude que nos permite superar a estreiteza dos nossos próprios medos e abrir as nossas casas ao desconhecido, com a intuição de que a salvação vem até nós sob a forma de um viajante cansado” (O curador ferido, 107). Não nos deixemos iludir! A paróquia é também a prefiguração do bom samaritano, que carrega as dores e gasta o necessário para com o próximo. Em nome da hospitalidade, que ninguém se sinta privado do essencial nas comunidades através da renúncia ao supérfluo, numa vida de austeridade e sobriedade, para que o amor torne visível a Boa Nova de Cristo. Que este novo ano, num trabalho consciente dos Conselhos Pastorais Paroquiais, torne as comunidades em autênticas vinhas amadas a produzir frutos e não agraços. Portanto, que seja um “recomeçar para intensificar a evangelização”. + Jorge Ortiga, A. P. |
