Arquivo: Edição de 21-04-2011

SECÇÃO: Generalidades

COISAS SIMPLES, OU NÃO! (7)

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MILHÕES ME QUEREM
1. - Há quem teime permanentemente, dizendo que pouco valho, apesar da minha antiguidade, experiência e vivência no seio da humanidade. Considero-me útil, sinto-me única no estilo e, desde que me usem devidamente, realizo qualquer pessoa com esperança e felicidade social.
Sem hipótese de ser confundida, tenho uma única maneira de caminhar: o centro. Aos extremos rejeito pertencer e eis porque a minha vida tem sido luta constante, com violência pelo meio mas por velhaquice dalguns.
Inventaram-me por culpa dos injustos e da loucura de outros. Existo, caminho e luto minuto a minuto pelos direitos que adquiri e pelo que posso dar.
Quantas vezes em qualquer tempo ou lugar procuram a minha destruição! Alguns têm-no conseguido à custa de golpes, de armas em punho, de mortes e de vários tipos de violência.
Mas servir é o meu dom. E desde que existo, sempre vi o povo como o mar: vida e abundância. Por isso mesmo, sou e tenho sofrido traições: por cobardes, verdugos e todo o género de canalhas que, para possuírem riqueza e poder, me deturpam, quando sou como as límpidas águas que matam a sede aos sequiosos.
Preteriu-me o tirano Lenine e substituiu-me Hitler, pretensioso a senhor do mundo. Olvidou-me o sanguinolento Mao e fui palco de teatro do utopista e judeu burguês, Marx!
Mas muitos me conhecem e a mim recorrem. Os filmes da minha história satisfazem e proporcionam felicidade a quem bem conduz os povos. Mas sei que tenho inimigos e hipócritas, que confundidos ou fechados em gabinetes, cismando pelos corredores dos gananciosos e dos usurários, traiçoeiramente tentam apunhalar-me.
2. - Em todos os tempos tenho sido a adversária dos frustrados, dos predadores, dos prepotentes e dalguns assassinos. E tenho resistido aos ventos, às traições de belos sorrisos e fictícias delicadezas, e a todos os que me apresentam como oportunista! Sou clara como a água que corre nos límpidos rios, e onde me encontro sou inconfundível, usando uma só forma de servir: actuar pelo respeito e dignidade do homem.
Procuram alguns, varrer-me donde habito. Mostro-me e dou-me a conhecer através dum livro, dum filme, dum jornal ou no mundo desportivo.
Não sou perfeita, mas sou o eco da tolerância, a força dos íntegros, dos sem voz, dos incompreendidos. A mãe da solidariedade, a denunciante das injustiças, a bússola das obrigações e dos direitos de cada um e o farol de uma sociedade justa e disciplinada.
Podem-me adormecer ou amputar como o agricultor faz à videira. Mas a seiva que me percorre, jamais deixará de palpitar. Sou a defensora da opinião consciente, do trabalho que incentiva, do progresso, da liberdade responsável. Sou a Democracia em democracia, a única. Sei que vários desmiolados me contestam, mas milhões me querem. A minha existência é uma realidade e a minha presença é o respeito entre duas ou mais pessoas. Serei sempre a melhor história e o melhor filme para o homem. Logo, serei sempre aquela serva amiga: “Democracia para todos os povos”.
Assim, bons povos, se pretendeis saber quem são os meus inimigos – os ditadores – eu os descrevo como Monsenhor Gaume: “são leões de afiadas garras. São o ódio de toda a ordem que o homem não estabeleceu. São a proclamação dos direitos do homem sem respeito pelos direitos de Deus. São o fundamento do estado religioso e social baseado na vontade do homem e não na de Deus. São deuses destronados”!
Eis porque os chamo de “ditadores”, porque alguns ainda tentam o meu derrubamento!

por: Soares da Silva.

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