Arquivo: Edição de 25-03-2011

SECÇÃO: Generalidades

COISAS SIMPLES, OU NÃO! (6)

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A FUGA E OS PALANQUES
1. – O homem, neste século também, continua a nascer… e vive a correr. Corre e tantas vezes não prevê a própria segurança. Corre e geralmente não sabe por onde nem para onde. Vai, vai, vai!...e só pára quando se apercebe do resultado dessa correria. Então, tanto pode regozijar-se, esquecendo até que Deus o ajudou no percurso, ou lamentar-se, dizendo que Deus não existe ou nada quer com ele. O homem de hoje corre, pensa pouco, foge e por vezes cobardemente.
Diz-se ao homem, através das formas mais variadas, o que a vida lhe reserva e contém, e não encontra o essencial; o que a vida lhe exige e, pouco ou nada aceita; diz-se-lhe quais são os seus deveres e ele indica outros ou declara não ser o responsável por aqueles.
O homem solicita a liberdade e quantas vezes não sabe vivê-la ou dá-la. O homem aceita o Bem, quere-o e aprecia-o, mas quase sempre o recusa ao vizinho.
O homem sente no seu ego a existência de Deus, mas por quaisquer razões segue-O mal ou esconde-O na gaveta das suas aflições. Quantos homens nem aos próprios filhos oferecem ou mostram Deus! Vivem a correr, vivem a fugir. São cavadores de “rotas cisternas” (Jeremias II-13): conhecem mais facilmente o dinheiro, o prazer, a intriga e o ódio.

2. – Muitos homens são líderes na sociedade, na política e, outros, até regem os destinos das cidades e das nações. Mas atropelam a todos, e como quem usa carvão, sujam as ideias dos justos ou indefesos. “Tratam” de religião, falam e escrevem sobre ela como se nela vivessem ou conhecessem. São mercenários, que através de qualquer palanque de ocasião, falam de paz, de consolação ou de estropiados. Mas serão estes actores de estrado, que unirão os grandes e os pequenos, os guerreiros e os profetas?
Tais tagarelas, tudo deturpam e, aos vocacionados para Deus, apresentam-nos sempre em plano inclinado, na tentativa de que a Verdade passe a ser a verdade que lhes convém como tentavam os fariseus.
O mundo necessita de homens coerentes, sérios, fortes, leais e de acção. O homem inteligente - não o homem transigente, o de soluções acomodatícias, o que é sempre condescendente – jamais poderá pactuar que Deus seja novamente crucificado.
Por isso, os mais responsáveis, os homens de carácter, os sérios e os justos, têm de apresentar Deus na praça pública sem reservas e sem respeitos humanos, dê para o que der! E os cavadores de “rotas cisternas”, se pela inveja e pelo rancor procuram sangue que apague a sua mentira e ódio, saibam que os que querem Deus, estão dispostos a lutar para que Ele vença e o homem se não perca na verdade do Evangelho, a qual, se necessário, anunciada será de cima dos telhados, como o recomendou João Paulo II.
por: Soares da Silva.

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