Arquivo: Edição de 25-02-2011

SECÇÃO: Generalidades

Quero ser feliz ou ter razão?

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Toda a gente diz que, por uma razão ou por outra, o computador mudou a sua vida. E eu assino por baixo. Graças à Internet tenho acesso rápido a tantas informações que anteriormente teria de procurar penosamente nos milhares de livros que, felizmente, tenho ao meu dispor. Hoje, uso mais vezes a Internet do que a Lista Telefónica para procurar um número de telefone que não guardei no meu telemóvel. E que dizer do “correio-electrónico”? Tem tudo a seu favor: é rápido, informal, gratuito, e, sobretudo, faz com que estejamos sempre muito próximos uns dos outros.
Por isso, todos os dias recebo mensagens da família e de pessoas a quem quero bem, que partilham comigo imagens de grande beleza e palavras que os fizeram meditar. Se eu pudesse, usaria o “correio-electrónico” para comunicar com todos os leitores deste jornal. Como não posso, permito-me hoje transcrever um texto que acabo de receber do meu irmão, António, que mora em Braga (tão perto e tão longe!). Não mudei uma vírgula: vai exactamente como o recebi.
“Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: “Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais”. E ela diz: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!”
 Moral da história: Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho-me perguntado com mais frequência: “Quero ser feliz ou ter razão?”
Outro pensamento parecido, diz o seguinte: "Nunca se justifique; os amigos não precisam e os inimigos não acreditam".

Aqui fica esta pérola de sabedoria.

Fernando José Teixeira
8 de Fevereiro de 2011

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