Arquivo: Edição de 30-07-2010

SECÇÃO: Região

Igreja da Colegiada

Restauro do órgão de tubos e retábulo-mor
 No passado dia 15 de Julho, foi celebrado na Casa de Serralves, Porto, o contrato de Financiamento, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2) para “restauro e animação do órgão de tubos e do retábulo-mor da Igreja de N.ª Sr.ª da Oliveira”. Este acto resulta de uma candidatura apresentada pela Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira no 1º semestre de 2009 ao programa Operacional Regional do Norte (ON.2)-Novo Norte, aprovada pela deliberação da respectiva Comissão Directiva em 28 de Maio de 2010.

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Atingido o estado de contratada em que se encontra esta candidatura, segue-se, agora, a actualização das datas para início e fim de execução física e financeira, assim como dos montantes financeiros programados para cada ano da execução do projecto.
O período da execução material e financeira da Operação é de 24 meses a contar da data da celebração do presente contrato.
O custo total elegível da Operação é de 527.898,00€ até ao montante máximo de 369.528,60€ de comparticipação pelo FEDER, correspondente à taxa de co-financiamento de 70%. A restante despesa necessária à execução integral da Operação, no montante de 158.369,40€ é assegurada, através de fontes nacionais, pelo Beneficiário. Quer isto dizer que a responsabilidade primária recai sobre a Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira.
Estando em causa um património cultural tão relevante, é de esperar que não falte a sensibilidade colectiva e institucional necessárias para resolver este caso tão inquietante. Aliás, este representa apenas parte de um conjunto de situações que reclamam intervenção a curto e médio prazo, designadamente o restauro dos túmulos dos Pinheiros e toda a Capela-mor da igreja da Colegiada. Não compreenderíamos que o monumento-coração do Centro Histórico e ex-libris da cidade, no seu todo, passasse ao lado da Guimarães Capital Europeia da Cultura.
O órgão, neoclássico, foi construído pelo organeiro Luís António de Carvalho Guimarães, pelos anos 1834-41.
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O retábulo-mor inclui a tribuna e o trono em que está colocada a imagem de Nossa Senhora da Oliveira; é de talha dourada, em estilo rococó, obra do entalhador José Correia do Vale, de 1772.
 
Lima de Carvalho

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