Arquivo: Edição de 25-09-2009

SECÇÃO: Informação Religiosa

Peregrinação à Penha

lugar excepcionalmente belo
 O céu azul, o verde da montanha, a água e as pedras, fizeram D. António Couto exclamar: a montanha da Penha é um lugar excepcionalmente belo!

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Foi desta forma que deu início à homilia no encerramento da Peregrinação do arciprestado de Guimarães e Vizela ao santuário da Penha, no passado dia 13 de Setembro.
Naquele domingo – XXIV tempo comum – o evangelho de S. Marcos situava Jesus e os seus discípulos em Cesareia de Filipe. Jesus confronta os seus discípulos com uma questão muito directa (ao coração): “E vós quem dizeis que Eu sou?”
A contemplação da beleza do lugar levou o Bispo Auxiliar de Braga a interpelar os milhares de peregrinos – que subiram a montanha e participaram na eucaristia (debaixo de um sol escaldante) – para responder à pergunta de Jesus.
De entre os discípulos ressalta a resposta de Pedro: “Tu és o Messias”, mas este não entende, ainda, o que está a dizer.
Para D. António Couto não basta saber é preciso compromisso e para que este aconteça é necessário caminhar atrás do Mestre, pegada após pegada; colocando os nossos passos nos passos de Jesus. É desta forma que se faz um discípulo. A alegria e a confiança que o discípulo de Jesus deve levar para o caminho, fará com que aprenda a debruçar-se sobre os outros para os amar e servir.
“Debruçarmo-nos sobre a pessoa”, foi nova interpelação de D. António Couto para falar da fragilidade de cada um e a partir da própria fragilidade (quanto mais frágeis melhor), aprender a debruçar-se sobre a fragilidade dos outros.
O poder, o luxo, a ostentação de nada servem (de um dia para o outro…), continuou o Bispo Auxiliar, ao mesmo tempo que convidava a olhar para a fragilidade e simplicidade de Maria: o ícone mais belo da fragilidade, da simplicidade e do amor.
A pobreza combate-se com amor, afirmou para insistir na urgência de aprender a atitude de serviço à pessoa humana. A beleza de Deus há-de fazer gerar coisas belas e há-de reconstruir a nossa vida por dentro, e continuou: “Esta é a reconstrução que mais precisamos”. São precisos homens bons e mulheres boas que aprendam a sair de si próprios para ir ao encontro dos outros.
O Bispo Auxiliar de Braga referiu o caso do Luís Ferreira que, graças à caridade/amor de muitos vimaranenses recupera, com sucesso, a sua mobilidade e referiu ainda que muitos peregrinos, ao cruzarem-se consigo na chegada ao alto da Penha, lhe pediram que rezasse por eles.
As pessoas sofrem, sofrem, sofrem; repetiu insistentemente D. António Couto para reafirmar a beleza do amor de Deus que deve encher o coração de cada homem e de cada mulher para – como discípulos – tornarem o mundo mais belo.
 
Conceição Silva

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