Arquivo: Edição de 26-06-2009

SECÇÃO: Região

24 de Junho – Dia Um de Portugal

Desde sempre a Câmara Municipal de Guimarães comemora o Dia Um de Portugal, evocando com diversas iniciativas a Batalha de S. Mamede de 1128.
O Presidente da República, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, presidiu à sessão solene realizada ao fim da tarde do dia 24 no Centro Cultural Vila Flor - CCVF.
Da Câmara Municipal o Presidente da República recebeu a Medalha de Ouro da Cidade, um gesto único a assinalar os 900 anos do nascimento do Primeiro rei de Portugal.

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As instituições da cidade, com a Câmara Municipal, conquistaram e envolveram muito mais os vimaranenses na comemoração dos 900 anos de D. Afonso Henriques.
A realização de Exposições; a 1ª Mostra de Música Moderna de Guimarães; pão com Memória; o Cortejo Comemorativo dos 900 anos do Primeiro Rei (participaram cerca de 300 crianças das escolas do concelho); os Rostos de D. Afonso Henriques, desde o dia 23 de Junho na Sociedade Martins Sarmento e patente até ao próximo dia 30 de Agosto; o Torneio Medieval e o Coro de 900 vozes infantis (das escolas do concelho) reavivaram a memória das gentes de Guimarães e fazem a história actual.
Como referiu o Presidente da Sociedade Martins Sarmento - em conferência de imprensa realizada no passado dia 15 - a tradição fala mais alto. A inexistência de provas faz aparecer diferentes correntes de opinião (a tese do Dr. A. de Almeida Fernandes segundo a qual D. Afonso Henriques terá nascido em Viseu, “à roda do dia 5 de Agosto de 1109” é falha de rigor e de fundamentação e não tem sustentabilidade) e, ainda segundo o Dr. António Amaro da Neves, “não é possível, com base nos documentos existentes, afirmar que D. Afonso Henriques tenha nascido fosse onde fosse. Os documentos que existem são escassíssimos.”
Para Guimarães – Cidade Berço – a tradição é a base de apoio mais consistente e o Município promove as comemorações do Dia Um de Portugal de uma forma que celebre a arte e a cultura associadas ao Rei Fundador.
Na celebração da eucaristia evocativa do Dia Um de Portugal, realizada na igreja da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, o D. Prior, Mons. José Maria Lima de Carvalho, disse que “aproveitemos bem o espírito desta celebração, a memória de S. João Baptista: situando-se no contexto religioso, político e social do seu tempo, ele, apresentando-se como a voz que clama no deserto de que fala Isaías, denunciou e verberou energicamente perante as multidões que acorriam para o ouvir, os vícios e desvios dos caminhos do Senhor. “raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera que está para chegar? Produzi frutos de sincero arrependimento ..; o machado já se encontra á raíz das árvores; por isso toda a árvore que não der bom fruto será cortada e lançada no fogo”. Que devemos, então, fazer, perguntavam as multidões? – Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos faça o mesmo. Também alguns cobradores de impostos que vieram para ser baptizados lhe disseram: “Mestre, que havemos de fazer? – Nada exijais além do que vos foi estabelecido”. E até os soldados, encantados pela pregação do Baptista, perguntavam-lhe: “e nós, que havemos de fazer? – Não exerçais violência sobre ninguém, não denuncieis injustamente e contentai-vos com o vosso soldo”.
Que eloquentes parâmetros de reflexão, queridos irmãos, nos são patenteados a convidar à conversão interior primeiro, aplicando, depois, estas regras na prática de vida pessoal e de compromisso com as múltiplas responsabilidades que vamos assumindo na vida colectiva. A tendência, porém, é de fuga em direcção contrária para o que, instintivamente, é mais aceitável. E assim é que, por exemplo, para obstar a doenças transmissíveis por via sexual se investe tanto, vergonhosamente dizemos nós, em meios que resultam na exaltação do primado do prazer e hedonismo, perda de noção do amor autêntico e na lei selvagem da promiscuidade. Neste aspecto e no que à Escola diz respeito, as concessões legais apresentam-se mesmo como o estertor de uma sociedade em decadência. Depois da guerra muda, mas bem organizada, à disciplina de Educação Religiosa e Moral Católica e posição abertamente contrária aos símbolos religiosos nas escolas, atira-se com a juventude para caminhos em que é ultrajada a honra e a dignidade, transformando a sociedade num tecido humano cada vez mais enfraquecido.
Porque também não há exercício a sério de conversão interior que leve a uma vida de verdade, lealdade e sinceridade é que nos vemos sobrecarregados de burocracias e multiplicação de repartições e tribunais e a persistente ameaça de sanções. Não seria muito mais sadio e eficaz uma educação assente em princípios e valores?
No âmbito deste dia a Câmara Municipal procedeu a algumas inaugurações: a manhã do dia 24 de Junho foi muito preenchida para inaugurar a Capela Mortuária de Gonça; a Capela Mortuária de Selho São Lourenço; o Parque de Lazer de Azurém; Ampliação da EB1/J1 da Valinha – Polvoreira; a Renovação/Adaptação do antigo edifício da CP – Espaço Jovem e as novas instalações da CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens).
No próximo domingo, dia 28, ainda há inaugurações a fazer: a Renovação do Centro Cívico de Ronfe; o Parque de Lazer de Prazins Santo Tirso; a Capela Mortuária de Sande São Clemente e o Parque de Lazer de Cerca do Selho (Creixomil).

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