Arquivo: Edição de 27-02-2009

SECÇÃO: Generalidades

Trabalhadores e Acção Católica

A Liga Operária Católica – Movimento de Trabalhadores Cristãos - LOC/MTC, é um Movimento Nacional, que tem a sua origem nos primeiros Círculos Católicos de Operários, que se desenvolveram em todo o país a partir de 1912. Em 24 de Maio de 1931, é criada a União Nacional Católica, de matriz social cristã que passa a coordenar de forma abrangente os Círculos Católicos de Operários, tornando-se numa estrutura fortemente credenciada desenvolvendo uma nobre missão ao serviço da comunidade laboral.
Com a criação da Acção Católica Portuguesa em 1936, aquela estrutura transforma-se na Liga Operária Católica, que passa a integrar a nova Organização do Apostolado dos Leigos, em representação do sector operário adulto do meio trabalhador. Simultaneamente é criada a LOC Feminina, agrupando as mulheres adultas trabalhadoras
A LOC/MTC nasce da fusão dos dois Movimentos, a LOC Feminina fundada em Portugal em 5 de Maio de 1936 e da LOC Masculina fundada a 12 de Dezembro do mesmo ano, com Estatutos aprovados por portaria de 2 de Dezembro de 1936, publicada no Diário do Governo n.º. 288, II Série, de 9 do mesmo mês. Hoje é um só Movimento desde 10 de Junho de 1974, altura em que os seus órgãos máximos decidiram a respectiva fusão. Os seus actuais Estatutos foram aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa, na sua reunião de 12 a 15 de Novembro de 1984, sendo a sua actual designação (LOC/MTC) aprovada pelo X Congresso Nacional realizado de 10 a 13 de Junho de l998 no Porto e mais tarde confirmada pelo Conselho Permanente do Episcopado, em 22 de Setembro de 1998. A LOC/ MTC tem uma dimensão internacional, pois é fundador do MMTC - Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos, com sede em Bruxelas.
- Os Assistentes Nacionais foram sempre comuns aos dois Movimentos da LOCF e LOC, antes da sua fusão em 1974. Após esta data o Movimento passou a ter dois coordenadores, um homem e uma mulher. O primeiro a ser eleito é o Coordenador/a e o segundo o Vice-Coordenador/a.

Mundo rural
Herdeira da antiga Liga Agrária Católica (LAC/LACF) masculina e feminina, a ACR é hoje um Movimento que congrega, nas suas equipas de base paroquial, nas suas equipas diocesanas e a nível nacional, homens e mulheres, que fazem caminho apostólico conjunto, tendo se iniciado, muitos deles, nos Movimentos Juvenis Agrários (JAC/JACF) que foram a sua escola de vida e de apostolado.
Com uma indesmentível capacidade de serviço, a ACR tem sabido disponibilizar pessoas e meios para fazer crescer os Jovens em ACR, integrando-os, desde o ano de 1983, com todos os direitos e deveres dos militantes adultos.
A ACR, como qualquer outro Movimento de Acção Católica, conheceu diferentes fases de afirmação e de acção, com altos e baixos. É natural que assim tenha sido, como se compreende que tenha feito a sua evolução à luz do próprio Magistério da Igreja, em particular sobre a Vocação e Missão dos Leigos.

Juventude
Operária Católica
A JOC nasceu na Bélgica em 1925 pela iniciativa dum jovem padre, Joseph Cardijn e de um grupo de jovens trabalhadores e trabalhadoras. Nasceu para dar resposta à situação de sofrimento e exploração vivida pelos jovens operários e à necessidade da Igreja os entender e organizar.
Uma dupla missão constituiu e continua a constituir a finalidade da JOC: a libertação dos jovens trabalhadores e trabalhadoras; ser testemunha da presença libertadora de Jesus e do projecto de Jesus Cristo no seio da classe operária. Em Portugal iniciou em 1935. A acção da JOC propagou-se rapidamente e depressa se constituiu como o único movimento juvenil da Igreja portuguesa até ao Concílio Vaticano II. O seu papel educativo, o protagonismo que a levava a perceber as necessidades da juventude trabalhadora e a desencadear campanhas reivindicativas por direitos elementares, tornaram-na um autêntico viveiro de militantes operários e cristãos, muitos dos quais, ainda hoje, assumem papel relevante na sociedade civil e no interior da própria Igreja.
Hoje a JOC continua a ser necessária e insubstituível porque muitos jovens do meio operário continuam a ser marcados pela precariedade, desemprego, insegurança, dificuldade em encontrar sentido para a sua vida e também na Igreja, muitas vezes, não encontram espaço e formas adequadas à sua situação, cultura, linguagem e expressão.

in A.E.

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