Arquivo: Edição de 30-01-2009

SECÇÃO: Informação Religiosa

XV Dia Mundial do Doente

- a mensagem do Papa
Todos os anos, a 11 de Fevereiro, a Igreja celebra no mundo o Dia Mundial do Doente. Privilegia um Santuário Mariano e é daí que interpela a humanidade para um serviço de maior atenção à pessoa doente que, além de cuidados terapêuticos, deve receber também os cuidados humanos que rompem a solidão e oferecem ao enfermo a força anímica ao viver uma situação de grande dificuldade. Este ano, o Dia Mundial do Doente é celebrado intencionalmente em Seul, na Coreia, onde o Cardeal Lozano Barragan, como representante do Papa, acompanha a jornada teológica, a jornada pastoral e a jornada litúrgica, nos dias 9, 10 e 11 de Fevereiro.
O Santo Padre o Papa Bento XVI enviou uma mensagem à Igreja e ao mundo, a propósito deste Dia Mundial do Doente, centrado na “solicitude pastoral e espiritual a ter com os doentes afectados por patologias incuráveis”. Depois de uma breve introdução em que afirma o olhar da Igreja para aqueles que sofrem e a atenção da Igreja para os doentes incuráveis, muitos dos quais a morrer com enfermidades terminais, o Santo Padre estrutura a mensagem em cinco pontos.
1. Analisa a situação vivida por quem está doente. A doença é uma situação de crise, a ciência oferece no seu progresso algumas respostas, mas a vida humana continua com muitos limites e, por isso, não pode encontrar-se uma cura para todas as enfermidades. Há por isso muitos doentes incuráveis e terminais, com situações agravadas pelas condições de vida insalubres de pessoas que não têm acesso aos recursos médicos necessários. Seres humanos considerados “incuráveis” têm aumentado enormemente.

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2. Pergunta que acção se espera da Igreja? A forma sugerida por Bento XVI e esperada pelas populações, é a de suscitar políticas sociais justas que possam contribuir para eliminar muitas causas de numerosas enfermidades. Também é preciso promover políticas que criem condições em que os seres humanos possam viver de maneira digna as doenças incuráveis e a morte. É necessário criar centros de cuidados paliativos que ofereçam cuidados integrais, com a assistência humana e o acompanhamento espiritual que estes doentes precisam.
3. O Papa deseja encorajar todos os profissionais de saúde e os voluntários que trabalham neste campo tão difícil da saúde. Sugere seguir o exemplo do Bom Samaritano, revelador de uma forma de solicitude pelos enfermos. Os profissionais de saúde, médicos, enfermeiros e outros, os agentes pastorais das comunidades cristãs e os voluntários de saúde recebem apoio de toda a Igreja para continuar o árduo trabalho de acompanhar os doentes incuráveis, que estão nos hospitais, nas unidades de cuidados paliativos, ou até nas ruas das cidades. Uma palavra especial é dirigida pelo Papa à famílias que têm doentes assim.
4. Bento XVI dirige-se também aos enfermos. Contemplando os sofrimentos de Cristo, podem redescobrir, na união com Ele, uma confiança maior, certos de que a comunhão com Cristo pode torná-los úteis para as necessidades da Igreja e do mundo. A oração, envolvida pelo sofrimento que lhe dá força, é mais eficaz e provoca o Senhor para que olhe com mais bondade ainda para o mistério e os limites do homem. Em Cristo Jesus, podem os doentes encontrar o encorajamento e a fortaleza espiritual necessários para alimentar a fé e aproximar mais do Pai da Vida.
5. E conclui dizendo que as comunidades cristãs, apoiadas em Maria, “Salus Infirmorum”, devem dar testemunho de uma superior solicitude, no serviço aos doentes incuráveis e terminais, quer pelo trabalho de apoio humano e profissional, quer pela oração constante.
Que todos os cristãos sejam bons samaritanos.


Padre Vítor Feytor Pinto,
coordenador nacional da Comissão
Nacional da Pastoral da Saúde

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